Por Luiza di Benedetto e Roberto Nery*

 

Ontem, dia 14 de março, ficamos abaladas e abalados pela notícia do assassinato da militante e vereadora do PSOL Rio de Janeiro, Marielle Franco.

Abaladas e abalados, pois mais uma companheira, mulher, negra, mãe e defensora da igualdade e dos direitos humanos padece diante de um sistema precarizado e injusto, reforçado nos últimos meses por uma intervenção militar eleitoreira e sem intenção de realmente resolver o problema da segurança pública, inclusive com os militares citando que precisam de “garantia que não haverá outra Comissão da Verdade”!

Abaladas e abalados, pois vivemos num país onde a cada 23 minutos um jovem negro é morto, onde uma mulher é agredida a cada 15 segundos, onde uma mulher é morta a cada 90 minutos, entre várias outras estatísticas assustadoras.

Abaladas e abalados, pois segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), ao menos 154 pessoas foram mortas pela Polícia Militar fluminense somente em janeiro de 2018, como a própria Marielle vinha denunciando o que classificava como truculência e violência da PM em operações na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio, nos últimos dias.

Abaladas e abalados, pois infelizmente todos os dias mães enterram seus filhos sem esperança em decorrência da violência cotidiana! Que nossa indignação seja transformada em luta e resistência, como forma de combate às milícias e ao capital, sempre considerando a defesa da humanização e desmilitarização das polícias!

Toda solidariedade a família da vereadora e de Anderson Pedro Gomes, motorista que estava com a companheira Marielle e também foi levado.

Marielle, PRESENTE!

 

* Luiza di Benedetto integra o diretório municipal do PT-Belo Horizonte e a direção da UEE-MG; Roberto Nery é militante do PT e integra a direção da UEE-MG.

 

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