Saulo Bayerl Mongin  (*)

(texto escrito por ocasião de atividade cultural relativa a meu aniversário)

Na semana em que comemoramos o dia internacional dos direitos humanos e em um momento de plenitude de minha vida os convidei para juntos comemorarmos o meu aniversário e, sobretudo prestar uma homenagem a todas e todos que lutaram e lutam pelas liberdades individuais, pelos direitos das minorias políticas – negras e negros, mulheres, índias e índios, toda a comunidade LGBTQ+, que faço questão de dar maior visibilidade, mencionando um a um os que estão nesta sigla inseridos e também aos que militam nos movimentos sociais de um modo geral, pois é através da sociedade civil organizada, do campo e da cidade, que faremos as verdadeiras transformações das quais urgentemente necessita nossa sociedade brasileira e toda a humanidade.

Quando falamos de comunidade LGBTQ+ acabamos, em minha opinião, caindo em um reducionismo do que é a pluralidade que esta sigla tenta representar. Portanto vamos dar destaque às lésbicas aqui presentes, aos gays que aqui estão, aos bi sexuais espalhados por aí, aos transgêneros, que a cada dia se tornam mais numerosos, aos Queer, que não se enquadram em nenhuma caixinha e se permitem ser o que bem entenderem e a quem mais, qualquer que seja, que esteja disposta ou disposto a se juntar à nossa luta por igualdade de direitos e pela naturalização das nossas condições humanas, totalmente avessas à heteronormatividade até então imposta. Todo mundo tem o direito de viver a sua plenitude enquanto ser! Quem não consegue exercer empatia, obriga-se pelo menos a ter que respeitar o outro. Basta de intolerância! Basta de opressão!

Nossas homenagens à eterna vereadora Mariele Franco, que enfrentou, até tombar, cruel e covardemente com disparos a queima roupa, a opressão, a injustiça social, o feminicídio e a homofobia. Por isso Mariele vive pra sempre! Não nos calaremos até que os mandantes de sua morte sejam desmascarados e punidos. Não nos calaremos até que suas bandeiras de luta sejam vitoriosas, hasteadas num território que um dia foi desigual, machista e homofóbico. Nossa voz tornou-se sua voz!  Por isso Mariele presente!!!!!!

Nossas homenagens a Zumbi dos Palmares, a Mártir Luter King e a Nelson Mandela! A Frida Callo, às mães da praça de mayo, Simone de Beauvoir e a Olga Benário. A todos os povos indígenas que vêm sofrendo perseguição como nunca antes na história do nosso país.  Aos que enfrentaram a opressão e se rebelaram por seis dias em Stone Wall contra as ações truculentas da polícia Novayorquina e assim se tornaram referência para os movimentos LGBTQ+ no mundo inteiro.

Que esta festa seja inspiradora para que continuemos firmes e fortes na resistência e na luta contra toda e qualquer forma de opressão e que também sirva de inspiração para que novos militantes entrem nesta nossa luta, pois um mais um é sempre mais que dois e vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão.

Que esta festa seja inspiradora também para nos lembrarmos sempre que nossa luta não pode caminhar em separado da luta das trabalhadoras e dos trabalhadores contra o capital perverso e ganancioso, que nos oprime e nos expolia. Que nossa luta não pode caminhar em separado da luta do povo pobre das favelas, que não tem emprego, que é vítima do racismo, da truculência policial, da milícia e de todo o crime organizado. E finalmente que não conta com o cuidado e proteção do Estado.

Enfim, arrisco dizer que se Marx proferisse hoje a célebre frase “trabalhadores do mundo todo, uni-vos” ele o faria da seguinte forma: trabalhadoras e trabalhadores, negras e negros, índias e índios, mulheres, lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queers do mundo todo, UNI-VOS!!!!!!

14/12/2019.

(*) Saulo Bayerl Mongin é militante petista no Espírito Santo

 

Comente!