Página 13 divulga tese ao Encontro Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT. Boa leitura!

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Por um Programa de Transição Ecossocialista

Fazendo as pazes com a Natureza

“Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise socioambiental. As diretrizes para a solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza” Papa Francisco, Laudato Si, 139.

A Era do Antropoceno e a Crise Planetária

1. Nossa nave azul flutuando no espaço, a Mãe-Terra – ou mais precisamente a biosfera, a faixa de 28km habitável ao seu redor – está passando por um conjunto de intensas transformações que estão alterando sua conformação, após bilhões de anos que levaram ao estágio atual.

2. Este processo que se intensificou com a crescente industrialização e aprofundamento do modo de produção capitalista, chamado de Era do Antropoceno, está atacando tão fortemente a base material planetária que já se considera que há efeitos irreversíveis em curso.

3. Segundo o que relata o Painel Científico Intergovernamental das Mudanças Climáticas das Nações Unidas, IPCC na sigla em inglês, a própria existência humana está ameaçada, caso nada seja feito e o aquecimento global não for detido.

4. Em realidade, há seis ou sete áreas em que os limites do planeta estão sendo alcançados ou já foram superados, especialmente quanto à biodiversidade, contaminação de mananciais e mudanças climáticas.

5. A perda de biodiversidade, que decorre do desmatamento e da aplicação de defensivos químicos da monocultura em escala, representa danos às cadeias alimentares, empobrecimento da variabilidade genética e extinção de espécies. A contaminação de solos e águas, por agrotóxicos e efluentes, chuvas ácidas e acidificação de oceanos, perda da biodiversidade marinha e contaminação da fauna por micro-plásticos. E também o aquecimento global e os extremos climáticos que advém das emissões de carbono e outros gases que intensificam o efeito estufa e geram secas, desertos, inundações e furações em diversas partes do mundo.

6. Para além dos discursos negacionistas, que qualificam os prognósticos como “exagerados”, o fato é que não há como negar que estes fenômenos estão ocorrendo e que há nexos evidentes entre eles. Mesmo os governantes das nações capitalistas inclusive reconhecem a gravidade do cenário, e estão cientes da dificuldade de solução para a crise ecológica no quadro do capitalismo, um sistema inteiramente dedicado ao produtivismo e ao consumismo. O tempo está se esgotando.

7. Ademais as medidas necessárias para deter este processo têm que envolver um amplo engajamento de toda a sociedade, governos, empresas, instituições, pessoas, etc. Por isso dizemos que é preciso adotar um programa de Transição Ecológica que seja capaz de atuar aqui e agora antes que o desastre ambiental.

Capital natural X capital social

8. Estando assim a pegada ecológica colocando em xeque os limites planetários, significa que insustentabilidade da superexploração associada da classe trabalhadora e do meio ambiente no presente, se configura num criminoso sequestro antecipado dos bens ambientais correspondentes às gerações futuras.

9. Isso decorre de como o Modo de Produção (e Consumo) Capitalista tem que lidar com as contradições da crescente concentração de meios tecnológicos e riquezas e a baixa tendencial da taxa de lucro, levando à exaustão de suas fontes de recursos. Assim, o capital (das corporações capitalistas) semeia não só sua própria destruição, como avança num estágio de destruição da sua própria base material de re-produção.

10. O Capital social para se realizar, se gesta sobre o Capital natural. Toda base material do ciclo da mercadoria capitalista se assenta sobre os serviços ecossistêmicos dos bens naturais: água, solos, alimentos, energia, etc. Nos meios urbanos, o fomento publicitário do consumismo com a obsolescência programada escala mais ainda esta pressão. E incide sobre ela no meio rural para incrementar a produção: o uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, a mecanização no campo, o processo da logística e comercialização, seja no agronegócio, seja na agricultura familiar convencional.

11. Esta é a base real da economia: dos fluxos de energia para produção, da sua realização enquanto mercadoria, produzindo valor e entropia. Ao converter energia em matéria libera calor, ou seja, segundo os princípios da termodinâmica, não há como reabsorver integralmente a energia despendida, num processo moto-perpétuo de autoregeneração indefinida.

12. Sendo assim, os limites físicos à produção não decorrem apenas da capacidade quantificável de matérias-primas e sim de que o processo de aplicação de energia para produção resulta, além das mercadorias, em desperdício e resíduos. Isso deve considerar inclusive que o nível da produção mundial atual está muito além da capacidade de consumo para um padrão de vida adequada para a qualidade de vida humana.

13. Assim sendo, sem modificar a matriz de crescimento econômico se daria somente uma repetição da lógica da sobrexploração das forças produtivas. Por isso, o programa político ecossocialista se materializa na ação política revolucionária não em expandir o fetiche do mercado e sim da ampliação dos serviços ecossistêmicos, para incidir sobre a capacidade de resiliência dos sistemas sócio-ecológicos e a saúde planetária.

14. O ecossocialismo rompe explicitamente com este modelo produtivista. É evidente que a apropriação coletiva é indispensável, mas as próprias forças produtivas também devem ser radicalmente transformadas.

Alimentação e o futuro da Humanidade

15. Em boa parte os impactos relatados sobre a grave emergência planetária, decorrem da produção de alimentos. Diariamente bilhões de pessoas têm que se alimentar e isto representa um formidável impacto sobre a biosfera.

16. O primeiro aspecto quanto a isso, no entanto, é quanto ao desequilíbrio na segurança e soberania alimentar e nutricional: A fome atinge diretamente 820 milhões no mundo. Morrem de fome por dia mais de 12 mil pessoas. Destas 8,5 mil crianças desnutridas. Por dia.

17. Mesmo quem consegue comer, vive submetido à um processo denominado de colonização alimentar, ditado pelo mercado altamente concentrado das megaindústrias multinacionais de alimentos, que envolve ultraprocessados, transgênicos, agrotóxicos, conservantes, substâncias cancerígenas e doses excessivas de sódio, açúcares, carboidratos e proteína animal.

18. Com isso há em torno de 422 milhões de diabéticos no mundo, cerca de 10% destes morrem por ano. Hipertensos são 1,13 bilhão. 37% morrem precocemente, a maioria idosos. Cerca de 2,2 bilhões de pessoas (30% da população mundial) têm sobrepeso ou obesidade. Transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa, compulsão alimentar) são estimados que atinjam 2,2% da população mundial. No Brasil é mais que o dobro: 4,7%.

19. Neste rol também, estudos recentes, como o relatório da comissão científica da revista médica Lancet estabelecem a relação entre a saúde coletiva e a saúde planetária.

20. O custo, portanto, da manutenção destes hábitos de uma cultura alimentar exógena, importada, é altíssimo em termos da saúde pública e da longevidade da maioria da população. Além do desmatamento para dar lugar a pastagens e criações em cativeiro de um volume incrível de gado e aves de abate para dietas insustentáveis.

21. Todas estas questões adotam a centralidade em torno da produção e consumo de alimentos em qualquer programa estratégico de desenvolvimento sustentável para o país, dentro dos objetivos do milênio – ODS.

22. Publicações recentes dos organismos multilaterais, notadamente os relatórios da EAT Foundation e estudos sobre a preservação da biodiversidade da ONU, entendem a produção agrícola agroecológica e o consumo de orgânicos, como fatores prioritários da capacidade de resiliência dos sistemas sócio-ecológicos, com a preservação dos serviços ecossistêmicos.

A questão-chave urbana

23. Atualmente, cerca de 54% da população mundial vive em cidades. E deve chegar a 2/3 em 2050. No Brasil, ultrapassa 80% da população urbana. Desde os pequenos aglomerados em localidades até as megalópoles com seus templos do consumo da contemporaneidade, as cidades são espaços de relações sociais que potencializam suas distorções próprias ou sobre as forças produtivas, decorrentes da incidência da mediação do capital, especialmente imobiliário.

24. E isso afeta diversas condicionantes de acesso a territórios, áreas verdes e bens ambientais, abastecimento, saúde e saneamento, moradia, transporte, mobilidade e circulação, qualidade de vida, etc.

25. Diante deste quadro complexo, o que se evidencia como uma das questões cruciais para o meio popular está relacionada aos seus meios de sobrevivência, suas possibilidades de materializar trabalho e renda. Mais do que valores abstratos, há uma concretude objetiva para as comunidades periféricas, submetida a vários níveis de exclusão social: da invisibilidade e “esquecimento”, aos planos velados, ou nem tanto, de extermínio físico.

26. Um projeto de desenvolvimento sustentável sócio-ambiental deve incorporar alternativas de inclusão social, economia circular, reciclagem, comércio justo e solidário, trabalhos verdes e redução da produção de bens e de atividades desnecessárias. Deve propiciar também a implantação progressiva e contínua de fontes de energia renováveis, em substituição aos combustíveis fósseis.

Transição Ecológica para o Socialismo

27. A questão que se afigura é qual programa de cunho ecossocialista deva ser aplicado já, concretamente, nas condições objetivas da vida do povo, para incidir sobre o desenvolvimento, sem comprometer os limites planetários?

28. Fomos programados pela ideologia (da classe) dominante a imaginar que a produção crescente é sinônimo do “progresso” e conforto material da sociedade. A ideia de “primeiro fazer o bolo crescer para depois reparti-lo” permeia em larga medida a forma de pensar hegemônica na sociedade.

29. Ocorre que há uma produção excessiva e supérflua de bens na corrida desenfreada do consumismo e da concentração privativa das riquezas (e socialização dos prejuízos ambientais), levando o planeta ao colapso.

30. Neste caso, não basta apenas incidir sobre a forma como se dá a distribuição das riquezas e sim atuar no modo como se configuram as organizações humanas, com foco no desenvolvimento sustentável.

31. Isso envolve a incorporação desde os saberes tradicionais dos povos originários até as modernas técnicas e tecnologias construtivas, em consideração das variáveis ambientais de clima, energias e biodivesidade.

32. A implantação de conjuntos ambientais ou plantas industriais, por exemplo, podem considerar os mapas de flora e fauna para design e engenharia de obras que incorporem os fluxos e cadeias alimentares e demais serviços ecossistêmicos. Com isso, as edificações passam a ser fatores de regeneração e acréscimo de resiliência dos sistemas sócio-ecológicos ao invés de agentes de devastação ambiental.

33. Reconfigurar e descolonizar práticas e mentes significa retomar o sentido original holístico do bem-viver dos saberes ancestrais da Pacha-Mama, aliados ao conhecimento de ponta do século XXI, fazendo as pazes com a Natureza.

Atuação ambientalista petista

34. Acreditamos que o PT pode mais uma vez jogar um papel fundamental nesta tarefa de construção de uma sociedade dentro dos princípios da resiliência dos sistemas sócio-ecológicos, que seja capaz de reverter as degradações impostas à preservação da Natureza e à vida em nosso Planeta, decorrentes da lógica capitalista de crescimento econômico ilimitado.

35. Consideramos nosso legado de doações de vida, desde Chico Mendes, Margarida Alves e tantos/as lutadores/as, homens e mulheres do campo e das cidades, pela causa sócio-ambiental, como parte da história das lutas democrático-populares no Brasil e no mundo.

36. Vivemos um tempo de graves retrocessos neste âmbito, graças a um governo genocida e suas políticas de destruição e morte, sustentadas por parcela expressiva do reacionarismo político golpista e ultraconservador, miliciano, empresarial e neopetencostal.

37. Sob a batuta do governo federal, Bolsonaro promove o ecocídio para “passar a boiada” e favorecer os interesses do agrobusiness da mono-cultura de exportação de commodities. Além dos ataques aos direitos trabalhistas, permite a liberação de agrotóxicos, revoga ou esfacela o marco legal ambiental, massacrar os povos indígenas e comunidades tradicionais, cerceia a fiscalização e favorece incêndios criminosos nos biomas do Cerrado e da Amazônia.

38. Evidente que estamos incorporados às lutas sociais, de resistência e enfrentamento às políticas genocidas, sintetizadas no lema Fora Bolsonaro. Sem desconsiderar políticas pontuais vitoriosas de gestões locais, precisamos usar as trincheiras de espaços institucionais e democráticos, como movimentos, associações, sindicatos, mandatos e governos para avançar as pautas e compromissos da transição ecológica frente à emergência planetária.

39. Ao mesmo tempo, questionamos por que os governos petistas nos estados não têm, por exemplo, um plano de adaptação às mudanças climáticas? Quais são os instrumentos que existem para isso e como estão sendo utilizados? Quais são as políticas que estabeleçam o combate à fome e à miséria como prioridades? Quais são as políticas de geração de emprego e renda, novos empreendimentos inovadores e sustentáveis, especialmente para as mulheres e a juventude? Quais projetos são mais do que caçadores de índices positivos e mais impacto real no equilíbrio social?

40. Estas são algumas das questões cruciais para respondermos sem titubear por governos de fato progressistas de esquerda, especialmente num momento de tanta dificuldade, agravado pela pandemia.

41. Diante destes desafios, precisamos de uma Secretaria Nacional que seja mais do que a extensão da institucionalidade parlamentar. Que tenha a compreensão e disposição para se inserir nas lutas dos povos pela salvação planetária e que consiga incidir com a pauta ecossocialista sobre a agenda política concreta das lutas sociais em curso no país.

42. O PT deve assumir o seu papel protagonista nesta revisão necessária. É preciso estar sintonizado com as demandas sociais dos segmentos mais carentes e desamparados, para assim desenvolver políticas consistentes para redesenhar as determinações liberais que permeiam a administração pública. Este é o momento oportuno para uma ruptura da classe trabalhadora rumo a reformas estruturais, capazes de inverter prioridades, gerar segurança e proteção social e preservar o meio ambiente.

43. Considerando todo este arcabouço teórico e prático ecossocialista é que apresentamos nossa contribuição ao Encontro Setorial Nacional e nos propomos a construir a nova gestão coletiva à frente da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.

I. Contribuições para um Programa de Transição Ecossocialista:

44. Retomada dos compromissos históricos do país nas rodadas de acordos internacionais das partes (COPs), especialmente quanto às governanças locais da sustentabilidade e metas de emissões de carbono (Kyoto);

45. Revogação das alterações nos marcos legais quanto às Unidades de Conservação, retomada do Snuc com centralidade estratégica e o papel fiscalizador do Ibama e ICMBio;

46. Reversão da atualização do Código Florestal para ampliação e qualificação das áreas verdes e protegidas, rios, lagos e bens ambientais e paisagísticos, no ordenamento urbano ecológico;

47. Revisão do modelo do agronegócio silvo-pastoril e de monocultura exportadora, com reforma agrária e retomada da industrialização do país com tecnologias limpas e em bases sustentáveis;

48. Incentivo à produção da agricultura familiar agroecológica, em sistemas extrativistas agroflorestais, adaptada com baixo carbono e uso de água, combate à desertificação, regeneração de solos, matas e nascentes, no campo e nas cidades;

49. Fim do incentivo e proibição de uso de agrotóxicos e transgênicos em todo território nacional, com transição para sistemas de agroecologia sintrópica;

50. Implantação de Programa de pagamento por Serviços Ambientais e inserção de fatores verdes nas matrizes de planejamento urbano das cidades;

51. Implementação planos rurais e urbanos de arborização, garantindo melhores condições de habitabilidade como um todo e favorecendo as recargas das reservas de águas subterrâneas;

52. Fortalecimento das alternativas de renda e inclusão social, com feiras, mercados e empreendimentos de comércio justo e solidário, nas periferias das cidades;

53. Combate ao consumismo por meio do consumo consciente e do programa Lixo Zero, evitando a queima de resíduos e incentivando a reciclagem com catadores em cooperativas, em condições dignas de segurança e remuneração adequada;

54. Retomada de políticas nacionais de abastecimento de água, saneamento, resíduos e reciclagem nos municípios e na zona rural;

55. Aplicação da sustentabilidade hídrica – ou seja, a busca de uma situação de equilíbrio entre as disponibilidades de obtenção de recursos hídricos e as demandas geradas pelas necessidades de toda sorte, inclusive a saciedade humana e animal e também processamentos agrícolas e industriais em geral;

56. Preservação ou recuperação da qualidade físico-química (nitrato + metais tóxicos + agroquímicos) das águas disponíveis à população, inclusive águas minerais;

57. Defesa de políticas de saneamento ambiental e da saúde pública, pela despoluição do ar, água e solos e também dos alimentos;

58. Implementação de programas integrados populares e participativos de adaptação para comunidades costeiras, que reconheçam e dialoguem com saberes tradicionais, e identifiquem áreas singulares/prioritárias para a conservação de biodiversidade, e restauração de ecossistemas reconhecidos como sumidouros de carbono, como marismas, manguezais, bancos de gramas e de algas marinhas;

59. Implementação de programas de recuperação/restauração ambiental, com tratamento terciário de esgoto para redução da eutrofização de ambientes aquáticos e produção de biomassa e serviços ecossistêmicos, permitindo a geração de emprego e renda, além da inclusão em programas de educomunicação, sensibilização ambiental e complementação da educação formal;

60. Desenvolvimento de tecnologias nacionais relacionadas a fontes alternativas de energia, com reaproveitamento da mão-de-obra, para implantação planejada de uma transição energética que seja socioeconomicamente justa e resiliente;

61. Dar maior efetividade ao Sisnama por meio de um sistema único que financie e integre ações de promoção de saúde ambiental e informações de monitoramento de ecossistemas e biomas, catalização ações de remediação e restauração, fomentando a mobilização nacional de valorização do Sistema Único de Saúde;

62. Uso integrado como política estratégica da extração de minérios, vinculado aos interesses da soberania nacional e do desenvolvimento sustentável. Reestatização da Vale do Rio Doce;

63. Implantação de matrizes energéticas limpas, com substituição gradual de combustíveis fósseis, termelétricas e nuclear, até zerar emissões de carbono destas fontes;

64. Implementação do plano de mobilidade, tratando o transporte como um direito e priorizando os transportes coletivos públicos em detrimento do transporte individual. Inversão de prioridades no uso de modais de mobilidade e transporte de cargas, fim da dependência do rodoviário e recuperação e implantação de ferrovias e hidrovias;

65. Programa de Educação Ambiental associado ao PNE e aplicação transversal nos currículos dos níveis de ensino, com introdução de conteúdos sobre: gastronomia e cultura alimentar planetária, entre outros temas;

66. Fortalecimento das pesquisas científicas aplicadas às políticas públicas e privadas de tecnologias sociais aplicadas à resiliência dos sistemas sócio-ecológicos.

67. Redução de tempo de trabalho como resposta ao desemprego, com base numa visão de sociedade que privilegia o tempo livre frente à acumulação de bens e riquezas.

II. Para a Secretaria Nacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT:

68. Funcionamento regular do Coletivo, com reuniões ordinárias mensais e seminários temáticos, para contribuir com as formulações do partido sobre as gestões públicas do Partido atuais e incidir sobre os Programas de Governo em 2022;

69. Inserção e atuação organizada nos movimentos do Clima e lutas sócio-ambientais, como contra o marco temporal e demarcação das terras indígenas;

70. Dispor de um orçamento definido, com política de finanças e prestação de contas junto à base militante;

71. Discussão democrática e transparente com as forças políticas sobre o uso do Fundo Eleitoral e sua destinação.

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Assinam:

Adriana Cristina Fabiano de Souza – PT MG

Adriano Bueno – Servidor, Movimento Negro, PT Campinas SP

Águida Helena Vieira – PT MG

Aila Marques – Professora, DM PT Fortaleza CE

Alessandra Muraro Novais – PT Araçatuba SP

Alessandro Hipólito da Silva – PT MG

Alexia Gomes Freire de Oliveira – PT Maré RJ

Amanda Januzzi Landy – PT MG

Ana Paula Moraes – Engenheira ambiental, PT PE

André Gabardo – Extensionista rural, DM PT Guarapuava PR

Andréia Maranhão Carneiro – Bióloga, PT RS

Anne Caroline da Silva Nunes – PT Campos dos Goytacazes RJ

Anselma Sales – PT Campinas SP

Antônio Carlos Cabral de Medeiros – Bacharelando em História, PT RN

Armênio da Costa Britto Neto – Agricultor, PT RN

Benedito Cunha – Cientista social, Secretário de Meio Ambiente do PT CE

Carlos Augusto de Medeiros Filho – Geólogo-geoquímico, PT RN

Carlos Calixto – SMAD Rio de Janeiro RJ e DZ 11ª PT Rio de Janeiro RJ

Carlos Vinícius Caetano Dias Ortelan – PT MG

Cleber Teixeira de Oliveira – Secretaria LGBT PT ES

Daniele Alencar – Professora, PT Fortaleza CE

Darci Barnech Campani – Engenheiro agrônomo, Professor universitário, PT RS

Deodato Ramalho – Advogado, Executiva DM PT Fortaleza CE

Dilcéa Dias – Gestora Pública, Setorial Meio Ambiente, Diretório PT Vila Velha ES

Edson Gustavo Melo – Ativista ambiental, PT Serra Talhada PE

Eliane de Andrade – Psicanalista, PT MG

Elias Ishy – Vereador PT Dourados MS

Élida Maciel – Professora, PT Fortaleza CE

Eliza Dias Möller – PT Juiz de Fora MG

Esther Tebaldi Dias Faria – Diretora de Assistência Estudantil UEE RJ

Ewerton Nóbrega de Lucena Cabral – PT Recife PE

Fabrício Trevisan Florentino da Silva – PT MG

Felipe Varussa de Oliveira Lima – Biólogo, PT Dourados MS

Francisca Lilian Macena Ribeiro – PT MG

Gabriel Cavalcante – Advogado, DM PT Feira de Santana BA

Geraldo Alves de Araujo – Comunicador Popular, PT Paulo Afonso BA

Geraldo Vítor de Abreu – PT MG

Gilmar Ferreira de Oliveira – Setorial dos Direitos Humanos, Executiva DM PT da Serra ES

Gilmar Kerber – Analista ambiental, PT Campo Grande MS

Glória Tavares – Professora universitária, PT Fortaleza CE

Guilherme Ribeiro – Biólogo, PT PE

Helena Gogacz – PT Lages SC

Helvia Maria Valadares Moreira – PT MG

Ivonete Maria da Silva – Professora, pedagoga, militante dos Direitos Humanos, Fórum de Mulheres, CEBI-ES e Fórum EJA ES

Izanildo Sabino – Setorial Meio Ambiente, Executiva DM PT Vila Velha ES

Jamille Mylena de Freitas Gomes – PT MG

Jhemilly Barreto Caneca – PT Campos dos Goytacazes RJ

João dos Santos Pereira Júnior – Estudante de Letras, PT Itatim BA

João José Barbosa Sana – Bancário, aposentado, pesquisador, militante dos Direitos Humanos PT ES

João Paulo Furtado de Oliveira – PT MG

Jorge Braga – Petroleiro, DE PT BA

José Antonio de Castro Santos – DM PT Guaratinguetá SP

José Cláudio Ramos Pontes – PT Manaus AM

José de Oliveira Barroncas – PT Manaus AM

José Gilderlei Soares – Professor, PT RN

José Renato Santos – DM PT Recife PE

José Rubim de Moraes – Presidente PT Itaquiraí MS

Josenida A. de Jesus – PT 11ª Zonal Rio de Janeiro RJ

Júnior Moraes – Presidente do SINTEST, Vice-presidente DM PT Serra Talhada PE

Jandyra Uehara Alves – Sindicalista SP, DN PT

Karen Aparecida Silveira – Professora, PT Ribeirão Pires SP

Laudiceia Schuaba Andrade – Setorial de Mulheres PT ES

Leticia da Silva Diniz – Secretária de Organização DM PT Campos RJ

Louise Helene de Azevedo Teixeira – Advogada, PT Campinas SP

Kayque Azevedo Duarte do Couto Costa – PT Campos dos Goytacazes RJ

Magali Patrícia Rocha Azevedo – PT Manaus AM

Marcela Menezes Costa – PT MG

Márcio Limas de Oliveira Júnior – PT MG

Marcos Antônio Landa de Souza – Movimento de Moradia, PT MG

Maria Aparecida de Oliveira – Artesã, Secretária de Organização DM PT Serra Talhada PE

Maria da Fé Ramos Pontes – PT Parintins AM

Maria Cristina Mendes –  DZ 11ª PT Rio de Janeiro RJ

María Emília Moreira Peixoto – PT Recife PE

Marilice Claro da Silva – Professora, PT São Bernardo do Campo SP

Marilucia Canisso Valese – Agrônoma, PT Dourados MS

Marneide Aires – Professora, PT São Gonçalo do Amarante CE

Mirian Mendes de Araújo – Professora, Vice-Presidente DM PT São Lourenço da Mata PE

Moacir Alves Rodrigues – Secretarias de Combate ao Racismo e de Meio Ambiente, Executiva DM PT Vitória ES

Múcio Magalhães – Secretário de Mobilização, Executiva PT PE

Natal Gabriel Ortega – Geógrafo, PT Dourados MS

Natalina Maria Tinoco Cabral – Hidrogeóloga, PT RN

Nathalia Maíra Cabral de Medeiros – Bióloga, PT RN

Nayara Lucia Soares de Oliveira – Servidora pública, Movimento da Saúde, PT Campinas

Paula Drumond Meniconi – Servidora pública, PT Belo Horizonte MG

Paulo Adriano Honorato da Silva – PT Serra Talhada PE

Paulo Horta – Setorial do Meio Ambiente PT SC

Pedro Sérgio da Silveira – PT Vila Velha ES

Rafael Tomyama – Jornalista, Coletivo do Meio Ambiente PT CE

Reinaldo Cicone – Professor, PT Leme SP

Renata Wirtzbiki – Jornalista, estudante Direito Unifor, PT Fortaleza CE

Ricardo Barbosa Alves – Presidente 11ª  Zonal PT Rio de Janeiro RJ

Ricardo Pignatelli Guiráo – Apeoesp, PT Indaiatuba SP

Rogerio Favoretti – Setorial Agrário e Direitos Humanos, Executiva PT ES

Ronaldo Hipolito Soares – Petroleiro, PT Campinas SP

Samuel Cavalcante – 11ª Zonal PT Rio de Janeiro RJ

Sandra G Marcellino – Secretária de Mobilização DM PT Jacareí SP

Sebastião de Moraes Filho – Núcleo Chico Mendes PT Rio de Janeiro RJ

Sebastião Erculino Custódio – Camponês, advogado, Secretário de Finanças DM PT Água Doce do Norte ES

Sebastião Matias – Luta Saúde, PT Fortaleza CE

Sinézio Rodrigues Alves – Professor, Ex- Presidente do Sindicato de Trabalhadores em Educação, Ex-Presidente DM PT, Ex-Vereador e atual Secretário de Meio Ambiente de Serra Talhada PE

Silvia Fernandes – DM PT Salvador

Silvio Andrade – Liderança Comunitária, PT Fortaleza CE

Sonia Fardin – Movimento da Cultura, PT Campinas SP

Soraya Zanforlin – Servidora, PT Campinas SP

Terezinha Maciel – Professora, PT Fortaleza CE

Thaíssa Lira – Estudante UFC, PT Fortaleza CE

Vanderlina Xavier Moreira Dittz (Vanda Dittz) – Geógrafa, PT Nova Friburgo RJ

Valter Pomar – Professor universitário, DN PT, Campinas SP

Wanda Conti – Petroleira, PT Campinas SP

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Este post tem um comentário

  1. Helena Gogacz

    Excelente projeto assino sim
    Helena Gogacz
    PT Lages SC

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