Por Roberto Silva dos Santos (*)

Francisco Gualberto – deputado estadual em Sergipe

1- A tendência petista Articulação de Esquerda (AE) solicitou comissão de ética a Francisco Gualberto. Comissão de Ética implica em análise dos dados e fatos que podem redundar em penalidade, que no grau máximo seria a expulsão .

2- Francisco Gualberto não apenas votou na reforma da previdência, mas intermediou conversas com deputados pra ampliar a votação e garantir a aprovação do texto da PEC  da reforma estadual da previdência, mesmo não sendo mais o líder do governo, ou seja, cumpriu o papel de fiel escudeiro do governo do PSD. A PEC afeta todos os servidores estaduais civis com ampliação de idade mínima e pensionistas, além de ampliar de 13% para 14% a alíquota previdenciária dos servidores ativos. No entanto, o ataque de morte foi contra aposentados. Todos que recebem acima de 1 salário mínimo, mais de 90% das aposentadorias terão um desconto de 14%, que se não for revertido no judiciário, começa a repercutir na vida dessas pessoas no final de abril. A PEC também repercute na aposentadoria parlamentar. Mas os parlamentares, inclusive Francisco Gualberto, alguns dias antes da votação já se aposentaram pra não perder o privilégio de aposentadorias imorais.

3 – A AE, diferente do que alguns têm dito, não agiu com incoerência ao exigir que Gualberto devia seguir o posicionamento da direção nacional do PT sobre a previdência, e em 2018 descumprimos uma deliberação da direção estadual do PT quando do não voto a Belivaldo Chagas. Em ambos os casos seguimos o posicionamento da direção nacional. Em 2018 , a posição foi da não composição com partidos que votaram majoritariamente com o golpe sofrido por Dilma. O PSD foi um deles. A história tá mostrando que o não voto a Belivaldo prenunciava uma tragédia futura, a que estamos vivendo .

Por fim, alguns nos acusam de incendiários, no entanto a história vem sempre mostrando que estamos corretos em nossas análises. Lá atrás defendemos o não voto a Belivaldo e candidatura própria. Lá atrás defendemos o rompimento com Edvaldo, pelo seu governo a direita. Lá atrás e agora estamos defendendo de novo o rompimento com o governo Belivaldo. Para nós, isso vai ser inevitável. A diferença é que nosso debate é programático, mas para outros será puramente pragmático.

(*) Roberto Silva dos Santos é presidente da CUT SE

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