Já está disponível a edição de março do jornal Página 13, dedicado às lutas das mulheres. Para baixar e ler o jornal na íntegra, clique aqui.  Abaixo, segue o editorial deste número. BOA LEITURA!

Eles não!

Esta edição de Página 13 traz inúmeros artigos sobre a luta das mulheres. Aliás, esperamos e trabalhamos para que o dia 8 de março de 2022 seja o ponto de partida para uma jornada – incluindo o abril das lutas do campo e o primeiro de maio – de lutas e mobilizações que coloque a classe trabalhadora em movimento e faça das eleições de 2022 algo mais do que uma disputa institucional. Nosso objetivo é criar as condições para derrotar, nas ruas e nas urnas, o bolsonarismo e o neoliberalismo, elegendo Lula presidente e fortes bancadas na Câmara dos Deputados, no Senado, nas assembleias legislativas, além de manter e conquistar governos estaduais.

Mas para conseguir estes objetivos, além das mobilizações e lutas citadas anteriormente, será também preciso enfrentar três outras “batalhas de retaguarda”: a do programa, a da federação e a da candidatura a vice. Sobre estes três assuntos, esta edição de Página 13 publica as resoluções aprovadas no dia 2 de março de 2022 pela direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda.

No caso da vice, destacamos a realização, no dia 4 de março de 2022, de uma plenária nacional da militância petista engajada desde já na campanha Lula, contrária à indicação de um vice golpista e neoliberal (como Alckmin) e comprometida com a construção de uma candidatura à vice-presidência da República alinhada com um programa antineoliberal. Esta plenária contou com a participação de mais de 350 pessoas e foi convocada por José Genoíno, Rui Falcão, bem como pelas tendências petistas Articulação de Esquerda, Democracia Socialista e Militância Socialista. A plenária tomou as seguintes decisões: 1/prosseguir o debate público; 2/prosseguir o debate nas bases; 3/fazer o debate no DN (a começer pela reunião convocada para o dia 18 de março); 4/reafirmar a necessidade do encontro de tática para decidir sobre a vice; 5/procurar outros setores do partido na perspectiva de fazermos mais debates e também na perspectiva de construir uma candidatura a vice com as características citadas na reunião; 6/insistir na prioridade do debate programático.

E no fundo tudo se concentra neste ponto. Lutas e mobilizações sociais, comitês populares de luta, uma vice de confiança e comprometida com as mudanças, não se amarrar numa federação com o PSB, candidaturas petistas ao governo e ao senado em muitos estados, trabalhar para eleger grandes bancadas, tudo isso gira em torno do tema do programa.

O PT e a candidatura Lula precisam criar as condições para implementar um programa capaz de garantir a soberania, as liberdades, o bem estar e o desenvolvimento de nosso país. Sem isso, corremos o risco de ganhar as eleições e não estar às alturas nem dos objetivos imediatos, nem dos objetivos históricos socialistas;

O 8 de março de 2022, portanto, é tudo e um pouco mais de importante. Viva o dia internacional de luta das mulheres!

A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda

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