Por Humberto Amaducci (*)

Fizemos tudo que poderia ser feito. Uma campanha com pouquíssimos erros, bem planejada, ousada, militante, propositiva, respeitosa e limpa…

Nosso Programa de Governo foi debatido e construído por muitas mãos, com foco na geração de emprego/renda e saúde pública de qualidade, por serem essas duas as principais prioridades apresentadas por mais de 2 mil pessoas que participaram ativamente dos grupos temáticos construídos…

Fomos procurados por representantes do PSDB e MDB, ambos buscando uma aliança com o PT… Porém nunca apresentaram uma proposta clara de desenvolvimento econômico com apoio nas áreas sociais… As propostas eram simplesmente ofertas de cargos… Com respeito a todos, decidimos ir à luta com nosso projeto e chapa pura…

Nossa decisão significou a confirmação e a firmeza de nossos princípios de que mais importante que ganhar ou perder, é seguirmos na luta contra a intolerância e manter nossa coerência política.

O coronavírus impossibilitou fazermos nossa militância “corpo a corpo”, que sempre foi o nosso forte em outras campanhas. Militantes históricos ficaram impossibilitados de fazer campanha de rua…

Tivemos ousadia e muita firmeza nas ruas, tendo o cuidado de atender as exigências que a saúde exige no momento. Não realizamos comícios e nem reuniões evitando aglomeração. As redes sociais foram uma grande aliada para apresentarmos nossas propostas.

Outro grande acerto foi a escolha do nosso vice, o companheiro Paulo Ricardo, que sem dúvida nenhuma se dedicou de corpo e alma, com muita disposição, garra e firmeza…

Enfrentou todos os debates sem vacilar, em uma clara demonstração de conhecimento e competência…

Apresentamos uma chapa de vereadores e vereadoras bem representativa (jovens, mulheres, negr@s, LGBTQIA+, etc). Foram eleitos: a companheira Neguinha do PT e o jovem Raul Amaducci.

Enfrentamos 3 forças políticas. Entre as duas principais forças (PSDB/MDB), houve uma guerra que extrapolou o limite do respeito entre as pessoas… E quando davam trégua uma a outra, nos atacavam.

De um lado o povo do Guará (MDB), que não exitou em minar nossa base mais humilde. Do outro lado o povo da Corte e seus lacaios (PSDB), com cabos eleitorais (contratados/comissionados) que recebiam de R$ 1.500,00 a R$ 18.000 por mês. Outro grupo menor, de “esquerda” (PSOL), negou constantemente a ideologia do seu partido e quando tinham oportunidade, nos atacavam também.

O aprendizado foi muito bom! Precisamos:

– Oxigenar o PT, filiando as novas lideranças que surgiram nessa campanha, e não foram poucas;

– Fazer formação política, pra que nossos “petistas” tenham clareza sobre direita/esquerda, capitalismo/socialismo, etc;

– Fazer de fato uma oposição inteligente, cobrando do prefeito reeleito que cumpra com seu projeto apresentado no período eleitoral.

(*) Humberto Amaducci é vice presidente do PT Regional


(**) Textos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da tendência Articulação de Esquerda ou do Página 13.

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