Página 13 divulga propostas de resoluções de Natália Sena e Rui Falcão encaminhadas à reunião da  Comissão Executiva Nacional (CEN) que ocorre sexta-feira, 05 de março.

À Comissão Executiva Nacional do PT
Cc Diretório Nacional

Encaminhamos abaixo duas propostas de resolução, para apreciação da CEN do PT na reunião desta sexta-feira 5 de março. Amanhã, durante a reunião, estas propostas podem receber ajustes. Estamos apresentando em nosso nome, mas gostaríamos que outras companheiros e companheiros que tenham concordância com o teor das propostas se somassem.

Natália Sena e Rui Falcão

 

PROPOSTA 1

Março de 2021 será de dor e sofrimento para a imensa maioria do povo brasileiro.

Está em curso um agravamento descomunal das contaminações e mortes por Covid 19. A combinação entre as novas cepas, o colapso do sistema de saúde e a lentidão da vacinação tornam muito difícil prever quando será possível controlar a pandemia. O principal responsável pela tragédia sanitária é o governo Bolsonaro. Não se trata apenas de negacionismo, nem se trata apenas de incompetência. É preciso chamar as coisas pelo seu nome: está em um curso um genocídio deliberado, realizado por um governo que, desde o início da pandemia, apostou na “imunização de rebanho”, na morte dos mais fracos, dos mais débeis, na vida em segundo lugar. O preço que já pagamos por isso são mais de 250 mil mortos. E se depender do governo Bolsonaro, dezenas, centenas de milhares de pessoas serão vítimas deste governo que está assassinando o povo.

A tragédia sanitária é acompanhada pela tragédia social, que tem no desemprego e na desassistência seus maiores vetores de sofrimento. A interrupção do auxílio emergencial e o aumento brutal no preço dos alimentos da cesta básica contribuiu para disseminar a fome que já vinha crescendo, como se percebe pelo grande número de pessoas que pede comida nas ruas. Agora, a volta do auxilio emergencial –por menos tempo, para menos gente e de menor valor, apesar da inflação – está sendo acompanhada da retirada de direitos sociais. A PEC 186/19 induz a privatização do patrimônio público, penaliza servidores públicos e drena recursos de fundos públicos como o Fundo Social do Pré-Sal para o serviço da dívida, em benefício do capital financeiro.

O auxílio emergencial é necessário para que milhões de pessoas não morram de fome. E para que se possa viabilizar o lockdown, especialmente para os desempregados, que são cerca de 40 milhões de compatriotas.

Frente a este quadro catastrófico, o Partido dos Trabalhadores propõe:

1-Uma conferência nacional de governadores e prefeitos, para implementar um lockdown nacional e coordenar a resistência contra o governo Bolsonaro, que vem se demonstrando o maior aliado do vírus!

2-Uma frente nacional pelo impeachment de Bolsonaro, com a realização de atividades em todo o país a partir de 31 de março de 2021: ditadura numa mais!

Vivemos um momento de crise profunda, de avanço da peste, da morte, da fome e da violência. Só uma grande onda de lutas sociais reverterá a catástrofe. O PT deve fazer de tudo para estimular e buscar dirigir esta luta. Sem ilusões em nenhum setor da classe dominante e de seus representantes políticos. A salvação da classe trabalhadora só pode ser obra da própria classe trabalhadora.

 

PROPOSTA 2

As próximas semanas serão de agravamento da crise. O principal responsável pela crise é o governo Bolsonaro. O êxito da luta contra ele depende em boa medida das escolhas que venham ser feitas pelo Partido dos Trabalhadores. As resoluções do 7º Congresso Nacional do PT – até hoje não publicadas, porque até agora não foram devidamente finalizadas pelo Diretório Nacional – não dão conta da situação que vivemos. É preciso convocar, imediatamente, um Encontro nacional extraordinário, único espaço apropriado para definir a linha política que nosso partido deve adotar nesta conjuntura dramática que o país vive. Este Encontro Nacional Extraordinário – a ser realizado em espaço virtual, com regimento que a Executiva divulgará até o final de março de 2021 – tem como único objetivo aprovar a orientação política com a qual o Partido enfrentará o bolsonarismo e o ultraliberalismo no biênio 2021-2022.

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