Dias 19 e 20 de janeiro aconteceram plenárias em Teresina e Parnaíba com objetivo de preparar a militância com posicionamento contrário a alianças com golpistas nas eleições de 2018. A atividade em Teresina aconteceu no auditório do PT Piauí e contou com a presença de importante representatividade da classe trabalhadora organizada da cidade. Estavam presentes as direções e militância do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil; do Sindicato dos Rodoviários; das Trabalhadoras em Confecções; dos previdenciários; e de outras entidades.

Foi exatamente a representação política dos setores assalariados que mais estão sofrendo com o arrocho salarial quem primeiro se manifestou contra qualquer tipo de aproximação com aqueles que participaram do golpe e votaram a favor de medidas reacionárias como a Reforma Trabalhista. A insatisfação de parte considerável dos militantes do PT demandou uma organização do debate que deve ser feito dentro do partido e dos passos a serem seguidos.

As plenárias nas duas cidades contaram com a presença de dirigentes dos diretórios municipais do PT – inclusive os presidentes Gilberto Paixão e Francisco Dourado -, de dirigentes do movimento sindical, de militantes do Movimento Estudantil, e do professor da UFABC e membro da Direção Nacional da Articulação de Esquerda, Valter Pomar, que por sua vez contribuiu no sentido de alertar a militância petista para os aspectos de encaminhamento prático para consequências políticas que nos coloquem numa posição de ofensiva estratégica ao invés da atual situação de defensiva que nos encontramos.

Entendendo uma situação de ofensiva estratégica como a qual onde a classe trabalhadora passe a ganhar uma maior parte das riquezas produzidas socialmente. E isto pode ser materializado a partir de reformas estruturais realizadas por um possível governo Lula apoiado pelos movimentos sociais e partidos de esquerda dispostos a lutar contra as classes dominantes do país. É aí que está uma das razões pragmáticas que reforçam o argumento de fazer alianças com partidos golpistas, principalmente nessas eleições, nos enfraquecerá nas ruas e no Congresso Nacional no que se refere à disputa de ideias e de massas.

Para termos condições políticas de fazermos o enfrentamento, devemos demarcar politicamente nas campanhas eleitorais no processo de convencimento por votos, mas também nos movimentos de luta pelo direito de Lula ser candidato e contra as medidas do governo golpista contra os trabalhadores e o povo em geral. Em outras palavras, devemos acumular tanto em números de vagas no parlamento, quanto em consciência política da classe trabalhadora que condicione a força política para Lula governar em caso de vitória eleitoral contra as classes dominantes.

Por isso, foram de valiosa importância estas duas atividades de organização da militância no Piauí para os debates que acontecerão acerca da tática eleitoral para o projeto de reeleições do governador Wellington Dias e da senadora Regina Sousa e de ampliação das bancadas de deputados do PT do Piauí. Para militância petista no Piauí fica a tarefa de defender o programa histórico do partido, lutar pelo direito de Lula ser candidato e fazer mobilização interna pra construção de maioria que dê vitória ao movimento acertado que grita: “Petista não se alia a golpista!”

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