Por Fabíola Lemos (*)

Hoje, quarta-feira, dia 12/02, na oportunidade da reunião da Executiva Municipal do PT- Teresina, fomos pegos/as de surpresa, diante da visita de um grupo político, herdeiro do falecido deputado Fernando Monteiro.

Até então, circulavam boatos sobre as intenções desse grupo, em se aproximar do PT, na perspectiva de buscar na legenda, a oportunidade de viabilizar-se eleitoralmente, buscando abrigo nesse campo político, como se fosse “Terra de Ninguém” ou, pior, “Terra de Poucos Donos”.

Sim, venho aqui, questionar a agonizante democracia que, vez por outra, alguém ousa invocar, ao referir-se ao Partido dos Trabalhadores.

Temos uma chapa bem estruturada, com companheiros e companheiras que, vêem em suas pré-candidaturas, uma possibilidade de fortalecer a luta da classe trabalhadora.

Temos um pré-candidato à prefeito que unifica nossa militância e que têm crescido nas pesquisas, com amplas possibilidades de colocar o PT à frente da Prefeitura Municipal de Teresina, desbancando uma estrutura que opera uma gestão excludente , há quase três décadas em nossa capital.

Cabe então perguntar, o que justifica, não conseguirmos quórum para duas reuniões da executiva, que deveriam tratar da organização das plenárias pela cidade e da plataforma de um governo petista?

O que justifica, a única reunião da executiva, que foi mobilizada de forma insistente e eficiente , ser justamente, a que tinha a ÚNICA PAUTA de abrir as portas do PT para a filiação da direita oportunista?

Nenhuma palavra sobre a estruturação da pré-campanha de Fábio Novo. Nenhuma palavra sobre a luta contra o aumento da passagem de ônibus. Nenhuma pauta de interesse do PT ou de nossa cidade.

Pior que a pouca importância à nossa tática, foi ter que assistir a frenética busca de alguns companheiros, em justificar o injustificável, a fim de levar a decisão das filiações para a instância estadual.

As alegações foram desde o argumento do legalismo (invocado ou esquecido aos ditames da conveniência), ao da necessidade de ampliar as prefeituras pelos municípios do interior do Piauí, a fim de derrotar o bolsonarismo em 2022.

Derrotar o bolsonarismo fazendo alianças com os golpistas, conchavos com a direita, ou dividindo o palanque com capitães, grileiros e especuladores?

Em um momento de máxima disputa de ideias, as estratégias de derrotar o fascismo/ultra-liberalismo, jamais deverá ser restrita à frieza das urnas, ou à quantidade de prefeituras, rifando nossas bandeiras históricas, nosso escrúpulo e a luta de nossos/as companheiros/as de chapa.

Escrevo essas linhas pra cobrar coerência, lealdade e o respeito para com as bases e suas lideranças, que ousam disputar um pleito, enfrentando uma conjuntura de extremo anti-petismo.

Nossa luta contra a direita já é exaustiva. A última coisa que precisamos, é de petistas contribuindo para o fim do PT.

(*) Fabíola Lemos é pré-candidata à vereadora e Secretária de Comunicação do do PT – Teresina

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