Por Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (*)

Em fevereiro (04 a 08) de 2020 acontecerá o 39ª Congresso do ANDES Sindicato Nacional. Esse Congresso acontece em um período em que ataques sem precedentes ocorrem contra os serviços públicos brasileiros, em especial contra as universidades e a produção científica. Nesse contexto, o Fórum Renova Andes se reuniu nos dias 8 a 10 de novembro, em Brasília para discutir a conjuntura, organizar a intervenção no 39ª Congresso e discutir o projeto eleitoral do sindicato em 2020.

As discussões empreendidas pelo Renova Andes nesses três dias apontaram para as dificuldades da atual diretoria do Sindicato Nacional em fazer frente aos ataques do governo Bolsonaro-Mourão. A gestão do ANDES Sindicato Nacional nos últimos anos se especializou em fazer críticas aos governos do PT, fazendo embates no âmbito de uma gestão democrática, que cultivava o diálogo e não a truculência e ou a indiferença diante dos movimentos sociais.

A resistência aos governos de extrema direita que tem se instalado na América Latina exige um movimento social proativo voltado para a organização da classe trabalhadora e isso tem que se converter em práticas que permitam a interlocução com todos os movimentos sociais e populares e não apenas aqueles que coadunam com a direção do sindicato. Essa cultura estabelecida pela direção do sindicato nos últimos anos retirou da categoria uma capacidade de mobilização que era histórica. A universidade pública brasileira, por sua capacidade de compreensão da sociedade, pautada em estudos e análises, foi sempre o espaço de onde emergiu os principais movimentos reivindicatórios acerca da educação pública, gratuita, laica e de qualidade social, indispensáveis à transformação social e a emancipação dos povos.

Da reunião supracitada resultou o documento Defender a Educação Pública, os Serviços Públicos e a  Democracia: pelo fim do Governo Bolsonaro-Mourão!, indicando a atuação do Fórum Renova Andes para o próximo período que inclui a apresentação nas assembleias de base propostas a compor o texto base que será discutido no 39ª Congresso apontando para a defesa de política salariais da categoria, da carreira, de condições de trabalhos, entre outras pautas especificas, mas aponta também para questões macro como a resistência frente aos ataques aos serviços e aos servidores públicos, a privatização, o avanço do fascismo e às políticas do eixo do mal Guedes, Bolsonaro-Mourão.

Vale lembrar que em 2020 haverá eleição sindical no ANDES-SN e o Fórum Renova Andes apresenta-se como alternativa para que o Sindicato Nacional, um dos mais representativos do Brasil retome seu papel combativo e revolucionário frente a extrema direita que ocupa os mais importantes espaços de poder no país. A Articulação de Esquerda é Renova Andes!

(*) Mariuza Aparecida Camillo Guimarães é professora da UFMS

Este post tem um comentário

  1. Esqueceram de mencionar que Janine sequer se dignou os docentes em greve no ano de 2015.

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