Página 13 divulga artigo de Olavo Brandão, dirigente do PT-RJ, a respeito do vídeo divulgado pela página “Quebrando Tabu” de uma conversa entre Marcelo Freixo, deputado federal pelo PSOL, e Janaína Paschoal, deputada estadual pelo PSL-SP.

 

Freixo e Janaína no Quebrando Tabu

 

O deputado federal do Psol/RJ participou de um programa em canal de internet que gerou bastante polêmica.

Como será a visto a seguir, minha crítica é ao desempenho do deputado, e não a sua ida em si.

Freixo aparenta ter como objetivo aproximar/manter eleitores anti PT e eleitores de direita. Aliás fez isto na recente entrevista a Andréa Sadi na Globonews e na entrevista à Folha de São Paulo em dezembro de 2017.

Freixo o faz com séria debilidade ideológica e de leitura da conjuntura.

Debilidade que faz com que acredite ou se disponha a identificar pontos em comum e razoabilidade em Janaína Paschoal.

O faz concordando com a advogada contratada pelo Psdb para atuar no golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, de que a perseguição atual à esquerda executada e/ou estimulada pelo governo Bolsonaro é semelhante ao período do PT no governo.

Janaína, propositalmente, mistura momento de defensiva ideológica da direita com as inúmeras arbitrariedades do momento. Inclusive acusando os governos do PT de terem aparelhado as instituições.

Lembremos que os governos Lula e Dilma mantiveram e nomearam inúmeros servidores da era tucana. Em geral não perseguiu nenhum servidor, com crença no republicanismo.

Já Bolsonaro, pôs no Mec um contador rentista com a missão de privatizar as universidades. Demite ou transfere servidores por motivos ideológicos, como no Inpe e no ICMBio de Fernando de Noronha.

Para manter uma diferenciação do PT, Freixo diz concordar com as denúncias de corrupção do PSL contra o PT. Na falta de um conteúdo programático denso, exceto nos Direitos Humanos, o caminho é falar da corrupção. Desprezando conscientemente que a Lava Jato e a luta contra a corrupção são instrumentos de disputa política e não de fato o necessário combate à corrupção.

Isto porque Freixo se vê impelido, políticamente, a não parecer um defensor do PT. Para isto e para tentar aproximar o eleitorado de direita, Freixo é complacente com a Lava Jato. Incapaz de dizer o que a operação é, um ativismo judicial implementando um Estado de Exceção para fins políticos.

Freixo não fez disputa política e ideológica, trilhou o caminho da simpatia com uma das figuras mais perversas do atual cenário político brasileiro.

Freixo termina dizendo que o Brasil precisa de mais encontros como este.

Parece estar repetindo a estratégia da conciliação que o PT seguiu nos anos 1990, 2000 e 2010. E deram em golpe parlamentar, prisão de Lula e governo Bolsonaro. Fiquei com um sentimento de Deja vu.

Olavo Brandão Carneiro, dirigente estadual do PT-RJ

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