Publicado no Brasil de Fato

Segundo turno entre o progressista Andrés Arauz e o banqueiro Guillermo Lasso está previsto para o dia 11 de abril – Reprodução /Montagem

A duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais do Equador, o candidato progressista pela coalizão União pela Esperança (Unes), Andrés Arauz, possui uma vantagem de sete pontos percentuais das intenções de voto em relação ao banqueiro Guillermo Lasso, candidato pelo partido de direita Movimento CREO.

Segundo a pesquisa mais recente da empresa Perfiles de Opinión, Arauz possui 37,87% da preferência eleitoral, enquanto Lasso conta com 30,19%. O número de intenções de voto nulo é de 25,01%, já o de votos em branco é de 6,93%. A pesquisa foi aplicada entre os dias 23 e 24 de março, em zonas urbanas e rurais do Equador continental.

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No levantamento foram ouvidos 2.411 homens e mulheres de 16 a 70 anos, e apresenta uma margem de erro de 2.1 pontos para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%.

O segundo turno do pleito no Equador está previsto para ocorrer no próximo dia 11 de abril, mesmo dia das eleições gerais no Peru e do segundo turno das regionais na Bolívia.

Arauz e Lasso saíriam como candidatos mais votados no primeiro turno, que foi realizado no dia 7 de fevereiro. A apuração oficial dos resultados das eleições alcançou 100% das urnas no dia 19 daquele mês. Arauz obteve 32,72% dos votos, se confirmando como vencedor do primeiro turno, enquanto Lasso teve 19,74%. O terceiro lugar ficou com Yaku Pérez, com 19,38%.

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Andrés Arauz é o candidato de esquerda apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa e foi o único que esteve confirmado no segundo turno desde que a apuração do primeiro turno iniciou.

Polarização

A disputa entre Arauz e Lasso representa caminhos opostos para o futuro do Equador. Enquanto o banqueiro defende uma política de privatizações e liberação monetária, Arauz busca retomar políticas do antigo governo de Rafael Correa, como a auditoria da dívida pública e o fortalecimento de uma alternativa monetária ao dólar – moeda oficial no país desde os anos 2000.

As diferenças nos programas de governo são muitas, como nos subsídios para o combustível – motivo que gerou manifestações e greves em todos o país e levou ao decreto de Estado de Sítio em outubro de 2019. Somente naquele ano, o subsídio representou um desembolso de US$ 1,23 bilhão do Estado, cerca de 1/5 do valor total destinado a subsídios e programas sociais, mas que afeta toda a cadeia de distribuição de alimentos e serviços.

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Andrés Arauz defende o congelamento dos preços, justificando que os aumentos só beneficiam os mais ricos, enquanto afetam cerca de 600 mil famílias diretamente ligadas ao setor de transporte. “Não nos interessa uma política que aumente o sofrimento dos equatorianos”, afirmou. Enquanto isso, Guillermo Lasso afirmou que manterá o modelo atual neoliberal.

*Com informações da teleSUR.

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