Homenagem Póstuma À companheira Norma Jeane Esteves

Norma sempre aguerrida e lutadora por melhores condições de vida e autonomia da classe trabalhadora. Esse testemunho nos consola diante da sua trágica morte no dia 11 de maio de 2021 por descarga elétrica.  Não se tem laudo oficial da causa da descarga elétrica até atualmente.

Norma Jeane Esteves nasceu em dezoito de fevereiro de Hum mil novecentos e cinquenta e oito no Rio de Janeiro, filha caçula do ex-senador José Raimundo Esteves e Jeane Maria Esteves. Os irmãos Neto Esteves, Domingos Esteves e Alexandre Esteves. Todos ainda vivem consequentemente. Cursou Faculdade de Serviço Social pela faculdade Isabela Hendrix. Em seu primeiro casamento teve duas filhas: Monica Esteves e Mayalu Esteves, separando quando Monica tinha cinco anos. Mudou – se do Rio de Janeiro para Belo Horizonte com as duas filhas para morar com sua genitora. Em Belo Horizonte no ano de 1989 teve seu terceiro filho, Marcelo Esteves, com cujo pai não se casou. Mais tarde casou – se com Paulo Antônio da Silva com quem teve longa convivência.

Prosseguindo sua formação fez curso de Direito, mas trancou no quinto período para se candidatar em Maués/AM, terra de seu pai. Não conseguindo se eleger, voltou a Belo Horizonte e separou- se de seu marido de muitos anos de convivência. Após filhos criados e casados, resolveu se mudar pra Parintins, terra onde seu pai foi prefeito, Deputado Federal e Senador, nas décadas de 50 a 70, cujo município amazonense, sempre teve muita paixão e vontade de morar. Em Parintins, filiou- se ao Partido dos Trabalhadores – PT, marcando sua trajetória de luta. Como militante da agroecologia resolveu ir morar no campo juntamente com seu marido André Azevedo, escolhendo o Projeto de Assentamento de Vila Amazônia, comunidade de Zé Açu para implementar suas práticas em seu terreno, repassando para seus vizinhos e companheiros(as) e produtores(as), tais práticas e demonstrações.

Criava e cultivava de tudo um pouco, sempre respeitando a floresta com suas águas, solo, ar, animais e sobretudo os moradores, cujas vidas enraizadas nessa cultura, os faz defensores deste patrimônio de gerações atuais e futuras. O cuidado com resíduos sólidos naquele lugar ou comunidade, era uma de suas grandes lutas. Discutindo, aprendendo e ensinando a conviver na Amazônia. Nesse pedacinho do céu, comunidade do Zé Açu, viveu com seu marido André Azevedo, os últimos dias de sua vida, até esse acidente, cuja causa precisa ser esclarecida. Sempre participava das atividades e deliberações do PT, promovendo consciência política em seu torrão como petista, socialista e cidadã libertária na luta por uma Amazônia dos amazônidas. Além dos filhos teve uma neta de 14 anos Maria Eduarda e o netinho Cauê de 04 anos.

Nós militantes do Partido dos Trabalhadores de Parintins nos solidarizamos à família e deixamos nossa mais profunda gratidão pela luta aguerrida em favor de uma sociedade onde se tenha autonomia.

 Norma Jeane Esteves? Presente, Sempre!

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