Chanceler da Venezuela chamou ato de ‘provocação errática e infantil’; Comando Sul dos EUA alegou operação contra narcotráfico

Do Opera Mundi

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela denunciou nesta quinta-feira (01/10) a presença de um navio militar dos Estados Unidos que realizou uma patrulha a apenas 16 milhas náuticas (cerca de 29 km) da costa venezuelana.

“A Venezuela denuncia a provocação errática e infantil do Comando Sul dos EUA com a presença do navio destroier de mísseis guiados USS William P. Lawrence”, escreveu o chanceler Jorge Arreaza pelo Twitter.

Em nota, a chancelaria venezuelana afirmou que se trata de um “ato deliberado de provocação que evidencia a falta de rigor profissional do Comando Sul dos EUA”.

“A Venezuela não cairá em provocações absurdas que pretendem afetar a paz e a segurança do povo venezuelano e dos povos irmãos caribenhos”, disse o Ministério.

O Comando Sul, por sua vez, se justificou dizendo que realizava patrulhas contra o narcotráfico e disse que o governo venezuelano demanda “controles excessivos sobre aquelas águas internacionais”.

Chanceler chamou ato de ‘provocação errática e infantil’; Comando Sul dos EUA alegou operação contra narcotráfico

“A Marinha dos norte-americana conduz operações de liberdade de navegação em todo o mundo para demonstrar o compromisso dos Estados Unidos em garantir o direito, a liberdade e o acesso ao uso de águas internacionais e espaço aéreo a todas as nações”, disse o órgão militar dos EUA.

A chancelaria venezuelana afirmou que “a Força Armada Nacional Bolivariana realiza patrulhas sistemáticas e permanentes em suas águas territoriais na luta contra o narcotráfico” e que é muito incomum “utilizar um navio de guerra com capacidade balística de longo alcance para operações dessa natureza”.

Ações desse tipo ocorrem desde abril. A última delas se deu no mês de julho, quando o Comando Sul dos EUA manobrou o destroier de mísseis USS Pinckney próximo à costa venezuelana.

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