Por Roberto Nery*

 

Chegar em casa depois de um ato bem sucedido e com a sensação de fortalecer a luta que você acredita é renovador e vale bastante a pena. Ontem (17 de abril), no Dia Nacional de Mobilização contra a Globo e no Desaniversário de 2 anos do Golpe, tivemos atos em todo Brasil, inclusive em Belo Horizonte, onde marchamos mais de 3km do centro ate a sede mineira da rede golpista de televisão. Entre algumas ovadas de insatisfação e muitas buzinas de apoio, tivemos um ato animado, com participação de artistas e militantes de todas as idades, dos movimentos sociais, com expressiva quantidade de petistas.

Em época de constantes mobilizações, principalmente na defesa da liberdade do Presidente Lula, condenado sem provas pelos poderosos que querem marginalizar o povo, e do brutal assassinato de Marielle Franco, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo – e os partidos, inclusive o PT – acertaram em descentralizar e caminhar rumo ao povo. Se faz necessário ir ao encontro da população e não somente aguardar que ela responda a um chamado de ato no centro da cidade. O que foi feito ontem ainda não foi suficiente, mas já é um bom primeiro passo e foi importantíssimo dá-lo. Tivemos erros na condução, mas conversar com as pessoas na porta de suas casas e ouvir palavras de apoio a Lula foi gratificante.

Cada manifestação e ação direta feita nas periferias leva medo aos poderosos, receosos de que o povo se imponha na defesa dos seus direitos e do que acreditam. Isso foi nitidamente visto no ato de ontem, em que dezenas de policiais e viaturas – além da tropa de choque e da guarda municipal – “cercavam para proteger” a Rede Golpe de Televisão do povo que protestava contra a manipulação midiática.

Que o povo não tenha medo de se colocar e tenha forças para se libertar das amarras do capital! Cada passo é um passo e a democratização da mídia será um passo fundamental na disputa da consciência e da luta de classes. Por uma comunicação popular, continuaremos a manifestar!

Lula Livre!

 

* Roberto Nery é diretor de movimentos sociais da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e militante do PT.

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