Aos colegas Gilberto Calil, Luiz Araújo e Sonia Lúcio

Recebi um texto assinado por vocês, intitulado “A campanha começou… com inverdades e má fé”.

O texto se apresenta como uma resposta à “Carta pública da delegação da ADUFABC sobre o 9˚ CONAD do ANDES- SN”, escrita por Maria Carlotto e por mim.

Vocês apresentam nossa carta pública, como se ela fosse uma “nota disfarçada” da chapa Renova Andes.

Seria cômico, se não fosse uma imensa tolice, pois como é óbvio não haveria nem motivo, nem maneira de disfarçarmos o fato de Maria e eu sermos apoiadores da chapa “Renova Andes”, condição que é amplamente conhecida por nossos colegas, dentro e fora da UFABC.

O que não é nada cômica é a acusação de que nossa carta seria um “apanhado de inverdades” ou, “na melhor das hipóteses, de desconhecimento da vida de nosso sindicato nacional”, um ato de “má fé”.

Portanto, segundo o que vocês escreveram, ou bem somos ignorantes, ou bem somos propositalmente mentirosos.

Para chegar a essa conclusão peremptória, vocês parecem ter adotado um “método” argumentativo segundo o qual quem pensa como vocês, fala a verdade; quem discorda de vocês, mente.

Exemplo desse método está no ponto 3 do texto, onde se pode ler o seguinte: “(…) Se tentou criar uma falsa polêmica. (…) É falso que manter o Conad (…) provocou desmobilização da base do sindicato ou enfraqueceu a mobilização do referido dia (…)”.

Escrever que algo é falso, não prova que algo é falso.

Nossa opinião, antes e depois do dia 30, segue a mesma: foi um erro político realizar o Conad no mesmo dia e hora do ato contra a reforma administrativa. Não se trata, portanto, de quantas pessoas deixaram de ir, não se trata de ter participado ou não das articulações anteriores.

Que os três colegas pensem diferente de nós, vá lá. Que achem que a luta de classes exige que o Conad seja uma reunião de 3 dias, é também vosso direito. Mas onde estaria a nossa falsidade?? Pensar diferente nesta questão é pensar falso???

Na verdade, o tempo que os companheiros gastam para justificar-se só revela que nossa crítica política faz sentido, que foi um erro o Andes reunir seu CONAD no mesmo dia dos atos contra a reforma administrativa. E não adiantará “matar” os mensageiros, o essencial não muda: foi cometido um erro político.

Mas vejam: não acusamos os companheiros de má fé, nem de mentira. “Só” de terem cometido um erro político.

No mesmo ponto 3 do texto dos três colegas, há uma passagem que diz assim: “Talvez pelo fato de que alguns membros do grupo autor intelectual da carta tenha voltado ao sindicato só recentemente…”.

“Grupo autor intelectual” …alguém sinceramente acha que nós dois, Maria e Valter, submetemos a nossa carta a algum “grupo”?

Aliás, nós dois entramos juntos na UFABC, em janeiro de 2015. Antes e depois disso, nunca – repetimos, NUNCA – defendemos qualquer outro sindicato, que não o Andes.

Os três colegas sabem muito bem disso, motivo pelo qual fazem todo um malabarismo retórico; mas para bom entendedor, meia besteira basta: o objetivo dos três é nos acusar de ligações com o Proifes. O único que consigo pensar, ao ler isto, é exatamente no título que os três deram ao seu artigo.

Vejamos agora o que diz o ponto 4 do texto de nossos colegas, que nos acusam de má fé. Lá está escrito o seguinte: “É falsa e caricata a tentativa de dizer que existe contradição entre defender a ‘realidade concreta dos docentes’ e reafirmar ‘princípios históricos do sindicato’.

Neste ponto, o ‘relato’ é efetivamente desqualificado e produz uma caricatura”.

Bom, fico felizes em saber que “nesse ponto” o nosso relato é “efetivamente” desqualificado. Quer dizer, portanto, que o restante do nosso relato pode ser “desqualificado”, mas não é “efetivamente” desqualificado, seja lá o que isto queira dizer.

Mais feliz ainda fico em saber que os três concordam conosco, pois foi exatamente isto o que dissemos: não havia contradição. Ou pelo menos não deveria haver.

Mas, como afirmamos em nossa carta pública, uma suposta contradição absoluta foi utilizada como argumento nos debates, para se opor às propostas que fizemos.

Infelizmente, no mesmo ponto 4, os colegas nos acusam de algo inacreditável. O texto diz assim: “Qual o ponto de sua [Valter e Maria] divergência? Não será o fato de que compreendem que a defesa das condições de trabalho deve estar associada à naturalização do ensino remoto?”

Recomendamos aos signatários da carta que testem sua hipótese, da seguinte forma: que entrem em contato com seus conhecidos aqui na UFABC e perguntem se nós podemos ser acusados disto, ou seja, de defender a “naturalização do ensino remoto”.

Os três colegas, se tivessem se dado ao trabalho de perguntar isto para alguém, descobririam talvez quem pense exatamente o oposto do que vocês nos acusam. Confirmando, por tabela, o que criticamos na posição hegemônica na atual diretoria do Andes: em nome de supostamente defender princípios, não defende corretamente as necessidades da categoria nesses tempos de ensino remoto.

Os três colegas nos acusam, ainda, de utilizar “o questionável recurso de reproduzir frase sem autoria dando a entender que expressa a posição que foi majoritária, mesmo em situações em que isto é inequivocamente falso, como quando afirmam que ‘Também foi dito [por quem?], embora de modo mais circunscrito, que lutar para reduzir desigualdades entre os alunos não é função do movimento docente, mas sim, do movimento estudantil’.”

Que engraçado. Os três colegas escrevem um texto acusatório, não se dignam a citar nossos nomes, nos atribuem uma posição que qualquer de nossos colegas na UFABC poderá lhes explicar que não é a nossa, mas reclamam… do que mesmo?

Vamos lá, exercício de leitura: se quiséssemos “dar a entender” que uma posição foi majoritária, por qual motivo teríamos escrito “embora de modo mais circunscrito”? Como diz o ditado, nossos três colegas parecem estar à busca de chifre em cabeça de cavalo.

Sobre as eleições do Andes, a carta de nossos três colegas expressa o ponto de vista vencedor. Ponto de vista que não acusamos de falso, nem de má fé. Acusamos de politicamente inadequado, de burocrático, de ter como resultado estimular uma redução na participação. Ou seja: fazemos críticas políticas à posição. Diferente de nós, os três colegas não se contentam em discordar e desqualificar nossas ideias, querem também nos desqualificar moralmente, como mentirosos, como gente de má fé.

E para sustentar esta posição, inventaram até mesmo uma espécie de centralismo democrático de chapa.

Confiram no trecho: “É necessário lembrar que o cronograma eleitoral aprovado é o mesmo que foi proposto pela Comissão Eleitoral, e que nela teve o acordo dos representantes das duas chapas. Portanto é incoerente que alguém vinculado a uma das chapas faça esta crítica”.

Incoerente?? Sem entrar no mérito (para não cansar ainda mais quem está lendo), de onde se tirou que os delegados ao Conad devam se submeter a “coerência” das chapas, ou de quem as representa neste ou naquele espaço???

No ponto 7 do texto dos três colegas, se explicita como um exemplo de suposta nossa má fé o fato de termos escrito que “há um setor do nosso Sindicato que opera numa chave de análise em que não existe a conjuntura e o governo Bolsonaro”. Segundo os três colegas, tal afirmação é “tão absurda e fora da realidade, que a registramos para mostrar a má fé usada na nota”.

Nossa opinião pode estar totalmente errada, mas para nos convencer disso os colegas precisariam nos convencer também de que não há um setor do nosso Sindicato que é esquerdista, que se move a partir de um antipetismo tosco. E, infelizmente, os exemplos abundam. Por exemplo: foi ou não algo absurdo e fora da realidade, a diretoria do Andes demorar para aceitar que havia um golpe no país?

Aproveitando, gostaríamos de responder a uma pergunta feita pelos colegas: “Deveríamos, em nome da distinção que existem entre os diferentes governos, ser mais “flexíveis” e “cordatos” quando os ataques são feitos por governos de esquerda?”

Nossa resposta é: não, absolutamente não, não devemos ser mais flexíveis, nem mais cordatos. Por isso mesmo, queremos ter uma direção no Andes que seja tão combativa contra o governo Bolsonaro, quanto foi contra os governos encabeçados por petistas.

Um abraço aos três colegas

Valter Pomar

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( Segue o texto de Gilberto Calil, Luiz Araújo e Sonia Lúcio )

A campanha começou… com inverdades e má fé.

Uma resposta à “Carta pública da delegação da ADUFABC sobre o 9˚ CONAD do ANDES-SN”

 Circulou uma nota escrita por uma das chapas que disputa a direção do Andes. Para disfarçar a intenção, foi assinada por dois docentes da UFABC, que pertencem ao grupo citado. Sobre a aparente saudável necessidade de fazer um balanço do nosso último Conad Extraordinário, a nota é, na verdade, um apanhado de inverdades ou, na melhor das hipóteses, de desconhecimento da vida de nosso sindicato nacional. Para que a campanha eleitoral não recomece com má fé, faz-se necessário algumas palavras:

  1. Nosso 9º Conad Extraordinário, evento do qual participam um delegado de cada seção sindical, mais observadores(até dois por seção sindical), foi realizado durante 3 dias e se debruçou sobre a situação do país, sobre os efeitos da pandemia no cotidiano da categoria e precisou redefinir o formato, data e demais regras da campanha eleitoral do Andes, processo que foi suspenso no início do ano devido a

 

  1. Como acontece em todos os fóruns do nosso sindicato nacional, textos foram escritos e debatidos nas assembleias de cada seção Assim, todos os delegados trouxeram a posição da base da categoria. Os textos refletem a diversidade e a vitalidade política de nosso sindicato, mas a palavra final, ou seja, as decisões tomadas, expressam a vontade majoritária da base do sindicato.

 

  1. O último dia do Conad coincidiu com o Dia Nacional Contra a Reforma Administrativa. Se tentou criar uma falsa polêmica. O Andes, por meio de sua diretoria e de suas seções sindicais participou do planejamento e da execução do dia de luta. A campanha contra a Reforma Administrativa está sendo impulsionada pelo FONASEFE (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), do qual o Andes participa. É falso que manter o Conad e tomar as decisões que estavam na pauta da plenária final no dia 30 provocou desmobilização da base do sindicato ou enfraqueceu a mobilização do referido dia. Em várias cidades estivemos nas ruas, nas praças, protestando contra os ataques do governo, como sempre Talvez pelo fato de que alguns membros do grupo autor intelectual da carta tenha voltado ao sindicato só recentemente é que os levou a afirmar que sem suspender a reunião do Conad no dia 30 não estaríamos cumprindo a “responsabilidade histórica de liderar a resistência contra os ataques sem precedentes aos serviços públicos”. É necessário ter clareza aqui que a proposta de comprimir o Conad em dois dias inviabilizaria a atualização do plano de luta, cujo debate e amadurecimento foi considerado fundamental pela maioria dos delegados. O relato omite a informação de que a quase totalidade dos atos ocorreria no final do dia, e que, portanto, caso fosse cumprido o cronograma proposto, seria possível conciliar ambas as atividades. O fato de o Conad ter se estendido além do horário previsto no cronograma ressalta a complexidade das questões em debate e evidencia o quanto seria inviável concentrar o Conad em dois dias. O ANDES, através de suas seções sindicais, se fez presente nos atos. Um Conad é um evento de representação, do qual participam, no máximo, 3 filiados de cada seção (um delegado e dois observadores), portanto seria absurdo propor que sua manutenção fragilizasse os atos. O argumento de que “três dias é muito tempo” para um Conad e afasta a categoria do sindicato não faz sentido, não apenas pela necessidade de um debate qualificado sobre temas que atingem toda a categoria, mas sobretudo pelo de que é um evento de representação, e não de ampla mobilização da categoria.

 

  1. É falsa e caricata a tentativa de dizer que existe contradição entre defender a “realidade concreta dos docentes” e reafirmar “princípios históricos do sindicato”. Neste ponto, o “relato” é efetivamente desqualificado e produz uma caricatura: “O argumento principal, também defendido pela atual diretoria e parte de seus apoiadores, foi de que o ANDES é historicamente contra o ensino remoto, em qualquer circunstância ou modalidade, inclusive a emergencial e que, por isso, debater como minimizar os riscos e prejuízos nesse contexto, equivaleria a legitimar o ensino remoto quando deveríamos centrar forças em combatê-lo”. E que isso estaria acontecendo no caso do ensino É lógico que vivenciamos uma situação emergencial. Ela tem causado adoecimento docente, sobrecarga de trabalho e pode abrir brecha para propostas que introduzem mais tempo remoto no exercício da docência. Para que servem os princípios? Para nos orientar no enfrentamento da realidade concreta. Não são feitos para colocar numa estante e serem esquecidos. Nosso sindicato, ´por meio de sua diretoria e em suas deliberações, tem alertado os riscos e criticado a precarização do trabalho, exigindo condições dignas. Os signatários afirmam que foram derrotados nos três pontos centrais. Portanto não endossam a posição aprovada em relação ao ensino remoto. Mas omitem que foi aprovada uma posição concreta de denúncia das condições de trabalho. Qual o ponto de sua divergência? Não será o fato de que compreendem que a defesa das condições de trabalho deve estar associada à naturalização do ensino remoto? O texto ainda utiliza o questionável recurso de reproduzir frase sem autoria dando a entender que expressa a posição que foi majoritária, mesmo em situações em que isto é inequivocamente falso, como quando afirmam que “Também foi dito [por quem?], embora de modo mais circunscrito, que lutar para reduzir desigualdades entre os alunos não é função do movimento docente, mas sim, do movimento estudantil”.

 

  1. A principal polêmica do Conad foi, sem sombra de dúvida, a definição do formato das eleições. Mas a polêmica não era entre aqueles que estavam defendendo maior participação e os que queriam impedir o livre exercício do voto da Dizer isso é desrespeitar a maioria dos delegados e delegadas, eleitas em assembleias de base e que escolheram um formato que, numa situação excepcional, respeitasse o isolamento social, mantendo nossa coerência com a postura de não permitir retorno presencial antes de condições sanitárias adequadas. Mas, ao mesmo tempo, preservando o caráter presencial de nossas decisões. Em todas as eleições nossos associados se apresentam diante de uma mesa, comprovam quem são e escolhem a chapa que consideram representar suas ideias. Esse princípio foi garantido, mas devido a pandemia, isso será feito de maneira remota. Natural que assunto que foge da regra estatutária (eleição presencial) e diante de inúmeras alternativas de voto não presencial, houvesse dúvidas e polêmicas. É o formato que permite preservar ao máximo as garantias e condições de um processo eleitoral típico em uma situação atípica. É importante ter o maior número de votos, mas igualmente importante é propiciar uma forma de participação e envolvimento da base com o sindicato, que fica comprometida em uma votação feita por link recebido por e-mail. Além disso, o “relato” omite uma situação relevante, que é fato de que temos seções sindicais que boicotam o ANDES e que, como já ocorreu na eleição anterior, recusam-se a enviar a lista com os filiados. Os filiados nestas seções podem votar comprovando sua condição ao mostrarem contracheque. A proposta de fazer a eleição no formato tele presencial apenas para estas seções implicava na quebra da isonomia e por esta razão colocava judicialmente a eleição sob risco. Temos que reafirmar que uma eleição que se realizará em quatro dias dá oportunidades enormes para ampliar o número de votantes e resolver eventuais imprevistos e dificuldades individuais. Finalmente, não podemos aceitar o uso do termo “burocrático” para definir uma modalidade que garante fiscalização e acompanhamento, nem podemos deixar de lembrar que a base deste argumento é a mesma dos grupos que tradicionalmente defendem “consultas eletrônicas” até mesmo em relação a questões políticas centrais como deflagração de greve e desfiliação da seção do Andes.

 

  1. Interessante é que no CONAD anterior havia pressa em marcar as eleições e neste CONAD as mesmas pessoas perderam a pressa e queriam que nosso processo eleitoral não atrapalhasse as mobilizações partidárias para pleito municipal. Ou seja, queriam condicionar a vida do sindicato ao calendário dos partidos, o envolvimento de sua militância. Quem quer dirigir o sindicato deve colocar os interesses e o calendário sindical como prioridade de suas vidas. E não o contrário. Como cidadãos estaremos nos mobilizando para que o bolsonarismo e o conservadorismo sejam derrotados nas urnas e nas ruas. Nas urnas, votaremos no dia 15 de novembro em candidaturas progressistas, certamente. E nas ruas, precisamos fortalecer os movimentos sociais e sindicais, começando pelo nosso sindicato. É necessário lembrar que o cronograma eleitoral aprovado é o mesmo que foi proposto pela Comissão Eleitoral, e que nela teve o acordo dos representantes das duas Portanto é incoerente que alguém vinculado a uma das chapas faça esta crítica.Ao final da nota fica clara a sua intencionalidade. Além de disseminar inverdades sobre os debates do último Conad, reafirmar uma narrativa que se baseia em fantasmas que são agitados a cada eleição sindical. Vejamos:

a)Afirmam que “há um setor do nosso Sindicato que opera numa chave de análise em que não existe a conjuntura e o governo Bolsonaro”. Tal afirmação é tão absurda e fora da realidade, que a registramos para mostrar a má fé usada na nota.

b) Em seguida afirmam que não se faz luta concreta e que, além de ignorar que existe Bolsonaro, o grupo a ser combatido se ocupa a combater o que seria o legado pouco radical ou mesmo conservador do Nosso sindicato se enfrentou com distintos governos e buscamos manter nossa independência diante deles. Ao fazer isso não significa igualar governos distintos. Mas, mesmo sendo governos eleitos por partidos de esquerda, ao atacarem direitos da categoria, terão da direção do sindicato e de sua base a mais aguerrida mobilização. Estivemos enfrentando a reforma da previdência do Bolsonaro e, ao mesmo tempo, tivemos que enfrentar reformas previdenciárias igualmente cruéis de governos estaduais conservadores e de esquerda. Deveríamos, em nome da distinção que existem entre os diferentes governos, ser mais “flexíveis” e “cordatos” quando os ataques são feitos por governos de esquerda?

 

  1. Nosso inimigo número 1, 2, 3 e 1000 é Bolsonaro. Seu governo é um ataque as liberdades democráticas, ao serviço público, aos direitos dos trabalhadores, a natureza, as mulheres, negros e indígenas. A cada ataque deste governo nosso sindicato estará cerrando fileiras com todos e todas que possam ajudar a enfrentar o retrocesso. E isso deveria nos

 

  1. Por fim, é verdade que ainda temos muitos docentes que não estão sindicalizados no Andes. Mas parece que os autores se esquecem de que o docente se filia a sua seção sindical, a associação docente local, ou seja, se falta muito para sindicalizar é por que ainda precisamos enraizar mais nossas seções e, com certeza, melhorar ainda mais o trabalho de que elas expressem., divulguem e informem as ações e lutas nacionais. Além disso, a crítica parece vazia e abstrata também ao ignorar as enormes dificuldades de sindicalização de todos os sindicatos, e não apenas das seções do ANDES. É claro que temos a tarefa de ampliar a sindicalização, mas não faremos isto diminuindo a relevância dos “apenas 70 mil sindicalizados” com que

Assinam:

Gilberto Calil – professor da UNIOESTE

Luiz Araújo – Professor da UnB

Sonia Lúcio – Professora aposentada da UFF

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