Por Valter Pomar (*)

Navegando, deparei com duas postagens.

A primeira – feita por um militante que conheço desde os anos 1980 – pergunta o seguinte:

 

A pergunta acima é um exemplo da tese segundo a qual é “hora de esquecer os erros do passado e começar a planejar os erros do futuro”.

Afinal, nenhum eleitor deixou de votar em Dilma por conta de Temer, o vice.

O que não significa que não tenha sido um erro indicar um golpista para a função.

Acontece que há pessoas que acham que o golpe foi culpa da Dilma e que com Lula na presidência não passaria o mesmo.

Um exemplo disto está aqui: http://valterpomar.blogspot.com/2021/07/governador-wellington-e-o-que-falta.html

Talvez por pensar assim, achem genial fazer campanha por outro vice golpista.

Aliás, é bizarro que petistas não percebam que os (improcedentes e indevidos) elogios ao tucano Alckmin tucano-de-cilício serão lembrados por ele, na campanha de 2022, especialmente se ele estiver disputando contra nós.

Pano rápido.

A segunda postagem – feita por um colega de trabalho que não simpatiza com Alckmin, nem na vice, nem fora dela – defende votar em Lula mesmo que o vice seja Freddy Krueger (ver foto abaixo).

A comparação fala por si.

E considerando os bodes que estão colocando na sala, vai ser fácil escolher uma alternativa melhor.

(*) Valter Pomar é professor e membro do Diretório Nacional do PT

 

Este post tem um comentário

  1. Não me canso de repetir essas duas coisas: 1) Política não se faz com mágoas do passado, que o diga Luiz Carlos Prestes. 2) Desde a criação da Polis, e como apontou Lenin no “Duas táticas da socialdemocracia”, na política é assim, para cada momento histórico, existindo algum interesse comum, deve-se fazer alianças, inclusive com os adversários ideológicos, mesmo sabendo que, na próxima “esquina”, separar-se-á. Porém, deve-se tomar cuidado para não levar tiros e facadas pelas costas.

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