Mato Grosso do Sul é um estado novo: está fazendo 43 anos. Tem 79 municípios com 1.932.293 eleitores/as cadastrados/as.

Atualmente o Partido está organizado em 58 municípios.

Nessas eleições de 2020, temos chapas (majoritária e/ou proporcional) em 45 municípios atingindo 1.660.382 eleitores.

Majoritária

Saímos com candidatura própria na capital, Campo Grande, que tem 612.487 eleitores.

No interior somos doze municípios com chapa própria com um total de 421.286 eleitores.

A soma de eleitores desses 13 municípios onde lançamos candidaturas majoritárias petistas é de 1.033.773 eleitores.

Dessas treze chapas majoritárias próprias, a Articulação de Esquerda e a chapa Em tempos de Guerra, A Esperança é Vermelha, têm sete candidaturas.

Dos trinta e dois municípios restantes onde teremos candidaturas proporcionais os apoios aos outros partidos ficaram assim divididos:

· Apoio aos partidos do campo democrático e popular: quatro municípios (PSB-2; Psol-1; PDT-1). Nesse campo, temos duas vices que são do PT: uma com o Psol e outra com o PSB.

· Apoio ao MDB: em nove municípios.

· Apoio ao PSDB: em onze municípios.

· Apoio ao PSD: em dois municípios

· Outros apoios: seis (PP, Patriotas, Dem, Republicanos; mais um município sem apoio a nenhuma candidatura majoritária; mais um município onde o apoio às candidaturas majoritárias de outros partidos está liberado). Nesse bloco de apoios, o PT é vice do Republicanos.

Proporcional

O Partido tem, até o momento, 513 candidatos/as proporcionais. Desses, 194 são mulheres. Da AE e da chapa Em Tempos de Guerra, são em torno de 35 candidaturas proporcionais.

Essa degeneração do PT de MS em apoiar candidaturas de partidos que não estão no campo popular e democrático está presente nos últimos 20 anos de nossa vida partidária, acentuando-se a partir das eleições de 2004 quando, em função de estarmos à frente do governo estadual, pareceu ser importante ampliar a base de apoio ao governo abrindo cada vez mais o leque de alianças.

Nas sucessivas eleições posteriores, seja municipal, seja estadual, fazer alianças com partidos/candidaturas de direita e de centro foi se naturalizando a ponto de dirigentes municipais dizerem que isso, em sua cidade, não tem importância, pois as pessoas se conhecem, são amigas e não se guiam por uma separação de esquerda ou de direita, estando preocupadas apenas em contribuir com o município.

As poucas vozes que se manifestam contra o quadro atual não têm conseguido mudar essa visão pragmática presente entre os/as dirigentes. Nesse processo de 2020, de uma maneira geral, apenas a Articulação de Esquerda (20% da executiva estadual) foi contra referendar as coligações com os partidos e/ou pessoas de direita, bolsonaristas, anti-Lula, pró impedimento da presidenta Dilma, anti-indígena, anti-meio-ambiente, enfim, partidos ou pessoas que ao menos tenham em seu horizonte o interesse em defender e trabalhar pela classe trabalhadora.

No geral, esse comportamento está presente no Partido fora do período eleitoral. Não à toa nossa organização deixa a desejar na maior parte do estado, mesmo em municípios legalmente organizados junto ao TSE. Ser apenas uma direção cartorial que reage às coisas, que não tem organicidade, que não faz formação, que não se reúne é uma realidade permanente em boa parte dos municípios com raras e honrosas exceções.

Esses e outros problemas, como a sujeição aos interesses de mandatos, desconfiguram nossa organização partidária e facilitam o desrespeito ao estatuto e às normas e regulamentos nacionais como foi flagrante nos Encontro Municipais para as eleições de 2020.

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