Por Rodrigo Poletto (*)

Já faz algum tempo em que o conceito “geração dos nem-nem” perdeu o significado para a juventude brasileira. Se, antes, nossos jovens nem estudavam, nem trabalhavam, hoje estamos num patamar muito pior. Além de não estudar e não trabalhar, estamos sem perspectiva de presente e futuro. Somos, atualizando o conceito, a juventude dos “sem-sem”: sem condições de trabalho, sem oportunidades, sem acesso à educação, saúde e moradia, sem comida. Estamos sem e fazendo enormes esforços para sobreviver!

A nós, jovens, nos é negado tudo que é básico para o nosso desenvolvimento: educação, saúde, moradia, trabalho, políticas públicas e direitos das mais diversas áreas sociais. Somos quase 30% dos desempregados, somos aqueles que evadem às escolas por ter que optar em estudar ou comer, somos os jovens negros que a sociedade assassina dia após dia, somos os LGBTs que sofrem com o preconceito e as mulheres que sentem nos seus corpos os reflexos diretos do machismo e do patriarcado.

A pesquisa recente da Rede Penssan, divulgada no início de junho, revelou que mais de 33 milhões de pessoas passam fome em nosso país, voltando aos patamares de 1990. Na juventude, esses dados revelam um impacto profundo para seu desenvolvimento. Segundo o levantamento da rede, a insegurança alimentar moderada e grave afetam os lares com baixa escolaridade e, ainda mais, aos lares em que membros familiares – na grande maioria jovens – são obrigados a largarem seus estudos, reflexo de um país que abandona seu povo e joga a sua juventude para fora das escolas.

Nossa juventude não quer retroceder. Quer, pelo contrário, viver o presente e sonhar com seu futuro! Não cabemos mais em 1990, muito menos no Brasil de Bolsonaro! Por isso, as juventudes brasileiras ocupam as ruas, as redes e vão ocupar os espaços de representação cada vez mais, sendo atores e atrizes da política, não mais apenas mobilizadores e agitadores de manifestações. Nós queremos e podemos mais!

Estamos com Lula para reconstruir e transformar nosso país em um Brasil de sonhos, esperança e perspectiva para as juventudes. Com nitidez programática e ideológica, vamos mostrar que a juventude não é só o futuro, mas, sobretudo, o presente dessa nação.

(*) Rodrigo Poletto é Secretário Estadual da Juventude do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul.

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