Por Antônio  Augusto (*)

Um comunista, militante do PCB, fez a seguinte afirmação: “o Jornal da Globo, apresentado pelo excelente Marcio Gomes, é um outro telejornal”.

Isso me levou a escrever as seguintes considerações.

É impressionante como se fica na órbita da Globo, inclusive até em círculos de esquerda, até entre gente supostamente comunista.

Para usar um eufemismo, é bem estranha a afirmação infeliz deste militante do PCB.

Até porque essa, obviamente, não é a posição deste partido de esquerda, ao contrário.

Enquanto alguns, pior que são muitos, ficam na órbita da Globo, discutindo “mudanças” (“substanciais”?) em “telejornais” da emissora, a Globo segue passando a boiada o tempo todo:

na rede dos Marinhos nenhuma palavra sobre o discurso de Lula no 7 de setembro;

– a bola da vez é a demonização dos funcionários públicos (“sem a reforma administrativa o Brasil não cresce”;

– nenhuma notícia, ao contrário, sobre a liquidação neoliberal do Brasil em curso (privatização branca da Petrobras, entrega do Pré-Sal);

– a entrega multibilionária da carteira de crédito do Banco do Brasil ao Banco Pactual do pinochetista Paulo Guedes;

– nada sobre “vamos privatizar esta porra do banco do Brasil!” (Paulo Guedes); etc; etc; etc.

O comunista do desastrado comentário citado “amou” congratulatória defesa da Globo de um globete, em que as críticas à Globo eram assim consideradas: é “desafio sem fundamento, sem base; se colar colou“.

APRESENTADORES DO JORNALIXO GLOBAL SÃO TELEATORES CHEIOS DE CARAS E BOCAS

Os apresentadores do “telejornalismo” da Globo, em vez de jornalistas, são teleatores com suas caras e bocas.

O indigitado Marcio Gomes, protótipo do almofadinha “bom moço” global, é só mais um deles. Também não lhe faltaram caras compungidas no orquestrado golpe de 2016 sobre “a corrupção do PT”, pretexto massificado para destruição do regime baseado na Constituição democrática de 1988.

Ele não foi diferente de outros mais emblemáticos, como, por exemplo, a teleatriz Sandra Annenberg, que chegou a chorar no “telejornal” da tarde, com lágrimas em “close” durante matéria quilométrica sobre uma fila de desempregados: “O que o PT está fazendo com os trabalhadores brasileiros, meu Deus!“.

Ou as quilométricas edições diárias do “Jornal Nacional”, durante a campanha do “impeachment” da presidenta Dilma, que acabavam diariamente às 22h, todas voltadas para a manipulatória encenação dos teleatores William Bonner e Renata Vasconcelos: “Aí ele disse…“; “Aí ela disse...”, numa divulgação ilegal, de uma gravação completamente ilegal, da conversa telefônica da presidenta Dilma com Lula, em que nada havia de criticável.

GOLPE DE ESTADO DE 2016 FOI O GOLPE DA GLOBO

Segue sendo questão de luta política das mais prioritárias classificar o golpe de Estado de 2016 por sua mais adequada denominação: o Golpe da Globo.

As famigeradas Organizações Globo são apenas 100% contra o povo brasileiro “apenas” pelo fato desta porcentagem não poder ser matematicamente maior.

São criminosos de lesa-Pátria diários, o tempo todo. Só a título de exemplo, dos seus contínuos atos de traição nacional, me vem à lembrança o caderno especial de dezenas de páginas em “O Globo”, bancado pelas multinacionais, comemorativo da entrega do Pré-Sal.

Quanto rendeu esta traição inominável, mais uma de tantas e tantas?

A Rede Globo, e as famigeradas organizações homônimas, são absolutamente incompatíveis com a existência da democracia no Brasil, e a defesa da soberania nacional.

A Globo é o brazil mais escancarado dentro do Brasil.

CASSAÇÃO DA CONCESSÃO DA GLOBO É IMPERATIVO DA LUTA DEMOCRÁTICA NO BRASIL

João Roberto Marinho é o autonomeado censor de um país inteiro.

É necessário, indispensável, a liberdade de informação no Brasil, a democratização dos meios de comunicação.

É uma luta histórica cujo objetivo mais importante, luta difícil e de longo prazo, da qual devemos ressaltar sempre a sua conveniência – e acumularmos politicamente para vencê-la: a cassação da concessão pública da Rede Globo por todos seus incontáveis crime contra a democracia, o povo brasileiro, e o Brasil.

Roberto Marinho foi o crápula e picareta nº 1 do Brasil.

Como bem diz o jornalista Fernando Morais: “as organizações Globo são inimigas do povo brasileiro e do Brasil, e como tal devem ser tratadas“.

(*) Antônio Augusto é jornalista.

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