Por Valter Pomar (*)

A decisão adotada no dia 14/10 pela CEN do PT já tem lugar garantido nos anais da sociologia dos partidos.

Ao invés de cumprir o regulamento e deliberar sobre as centenas de recursos apresentados, questionando desde irregularidades até fraudes, a CEN decidiu proclamar o resultado final e constituir uma comissão para analisar os casos.

Na aparência, uma decisão de apurar. Afinal, em tese a tal comissão poderia confirmar que houve fraudes e até recomendar à direção partidária que puna os criminosos.

Na prática, entretanto, o mais provável é que  ocorra o mesmo que já ocorreu com decisão praticamente igual, adotada por unanimidade no sexto congresso. Ou seja: nada.

Com um agravante: antes do sexto congresso, a CEN anulou muitos casos de fraude. Desta vez, a CEN não anulou nenhuma fraude. Portanto, os votos fraudados continuarão válidos, contribuindo para eleger desde o diretório zonal até a presidência nacional.

E da próxima vez, no próximo PED, será ainda pior, pois o crime compensa e não é punido.

Aliás, os especialistas em ganhar eleições internas ganharão cada vez mais força nas instâncias partidárias. Que, é bom lembrar, definem como serão aplicados os recursos partidários.

O grupo que controla a CEN acha, pelo visto, que descobriu a fórmula da maioria eterna.

Mas nesta fórmula não há nada de novo. Novos, entretanto, terão que ser os métodos para derrotar quem acha natural adotar práticas burguesas para conquistar maioria num partido de trabalhadores.

(*) Valter Pomar é candidato à presidência nacional do PT pela chapa A esperança é vermelha

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