Por Valter Pomar (*)

Cena do filme “7 prisioneiros”

Assisti há pouco o filme 7 prisioneiros (2021, dirigido por Alexandre Morato, Netflix).

Resumo: quatro rapazes da região de Catanduva viajam para a cidade de São Paulo, para trabalhar e melhorar de vida. O que os espera é uma descida ao inferno. Frente à situação, um dos rapazes vai tendo que escolher entre lutar ou se adaptar.

Acredito que o filme reproduz de maneira fidedigna – inclusive nas sutilezas – a vida de um pedaço da classe trabalhadora e do empresariado lumpen deste país, bem como o comportamente de uma parte do Estado realmente existente e as opções pessoais (e políticas) feitas cotidianamente por milhões de pessoas.

O desfecho do filme é uma demonstração – no plano micro – de onde pode dar a lógica do melhor fazer um acordo ruim do que correr o risco de uma briga de desfecho incerto.

“Virar a página” é possível, mas sempre tem um preço, a começar pelos que ficam para trás. Às vezes uns poucos, as vezes dezenas de milhões.

Assistam o filme.

(*) Valter Pomar é professor e membro do diretório nacional do PT

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