Por Daniela Matos (*)

Um ano de pandemia, restrições sanitárias, desemprego crescente e o Brasil de volta ao mapa da fome. Se estamos numa situação pior do que a grande maioria dos países, o culpado tem nome e sobrenome: Bolsonaro Genocida.

Desde o início do ano temos defendido a necessidade do PT convocar um Encontro Nacional Extraordinário pra atualizar suas resoluções, pois vivemos um período excepcional que nos exige outro grau de mobilização e de ação contra esse desgoverno. Essa proposta foi derrotada na última reunião do diretório nacional, realizada em 29 de março. Apesar dos mais de 400.000 (quatrocentos mil) mortos, a maioria da direção do PT segue tratando o “Fora Bolsonaro” como uma mera consigna, que precisa constar dos documentos para não “ficar feio”, mas que não se desdobra em ações reais.

No entanto, no final de 2020 a Articulação de Esquerda decidiu lançar um processo de construção de seu 6º Congresso. Nos termos da Convocatória, este Congresso:

com vários meses e etapas, tem dois objetivos. Por um lado, ampliar qualitativamente o nível de organicidade da tendência em todo o país, com a constituição de direções estaduais e municipais por todo o território nacional. Por outro lado, aprovar nossa linha política para o período 2021-2022. O ponto de partida desta linha é um diagnóstico da situação mundial, regional, nacional, da esquerda brasileira e do Partido dos Trabalhadores; com base nisso, atualizar nossa estratégia geral, definir nossas táticas para cada setor de atuação e estabelecer o respectivo plano de ação. Este é o propósito dos projetos de resolução que a Direção Nacional apresentará, ao longo do mês de fevereiro, abordando entre outras as seguintes questões: Passado, presente e futuro do PT; Reconquistar maioria na classe, reocupar territórios perdidos e construir uma cultura democrática, popular e socialista de massas; Diretrizes de nossa política de comunicação (a luta contra o oligopólio midiático, balanço e propostas referentes a comunicação do campo democrático e popular, balanço e propostas referentes a comunicação do PT, balanço e propostas referentes a comunicação da AE); Nossas tarefas imediatas: emprego e renda emergencial, vacinação universal e gratuita, derrotar Bolsonaro e recuperar direitos políticos de Lula; Balanço das eleições 2020 e tática para as eleições 2022; Tarefas e funcionamento da tendência petista Articulação de Esquerda.

A primeira etapa do congresso nacional ocorreu nos dias 10 e 11 de abril, com a participação de 163 delegadas e delegados, eleitas e eleitos em mais de 30 congressos municipais e intermunicipais realizados nos estados do RS, PR, SP, RJ, MG, ES, MS, MT, PA, TO, AM, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI e MA, além do DF.

Os documentos aprovados podem ser lidos aqui: https://www.pagina13.org.br/resolucoes-do-6o-congresso-da-tendencia-petista-articulacao-de-esquerda/. São as resoluções sobre “Passado, presente e futuro do PT”, “Conjuntura e tática”,e “Tarefas e funcionamento da tendência petista Articulação de Esquerda”.

O calendário da 2ª etapa, que pode ser acessado aqui (https://www.pagina13.org.br/regimento-da-segunda-etapa-do-6-congresso-virtual-2021-da-articulacao-de-esquerda/) prevê:

Os congressos municipais da AE devem ser realizados até 27 de junho e elegerão delegados e delegadas ao congresso estadual e ao nacional (na proporção de 3×1), momento em que as direções municipais serão eleitas.

Os militantes da AE que atuam em cidades onde há apenas 1 ou 2 militantes da AE serão convocados pela respectiva direção estadual para participar de um “congresso intermunicipal extraordinário do estado X”, onde estes militantes poderão eleger delegação ao congresso nacional e ao respectivo congresso estadual.

Os congressos estaduais, no mês de julho, elegerão as direções estaduais.

Os congressos municipais e estaduais devem aprovar resoluções políticas e organizativas específicas (sobre a cidade e/ou Estado respectivo).

A segunda etapa do 6º Congresso Nacional virtual ocorrerá nos dias 7 e 8 de agosto, quando se elegerá a Direção Nacional da Articulação de Esquerda (DNAE) e a Comissão de Ética Nacional.

Até o dia 20 de junho a DNAE realizará plenárias abertas à militância petista em geral, para apresentar as resoluções aprovadas pela 1ª etapa do Congresso. Simpatizantes da AE que desejem filiar-se à tendência poderão fazê-lo nesta plenária.

Calendário

Além do processo congressual em curso, a Articulação de Esquerda está em processo de Conferências e Plenárias.

A 10ª Conferência Sindical Nacional ocorrerá nos 8 e 9 de maio. As estaduais ainda estão ocorrendo.

As mulheres da AE realizarão uma Plenária Nacional de Mobilização no dia 15 de maio, em preparação para a Conferência agendada para agosto.

Já no dia 16 será o momento de reunir a Juventude da AE, que realizará sua Plenária.

O Setorial de Combate ao Racismo prevê a realização de uma plenária nacional com indicativo de data para o dia 22 de maio. Há também a proposta de realização da Conferência ainda em 2021, compatibilizando a reorganização de uma instância do setorial com a intervenção no processo de construção do Setorial de Combate ao Racismo do PT. O dirigente responsável por acompanhar o setorial é o Patrick Araújo.

Fechando o mês, a Plenária Nacional do Setorial LGBT+ ocorrerá no dia 29 de maio. A dirigente responsável por acompanhar o setorial é Daniela Matos.

Até junho, uma reunião com dirigentes dos setoriais nacionais e estaduais do PT para debater o calendário e nossa organização para os Encontros setoriais do partido será convocada.

Por fim, a 6ª Conferência Nacional das Mulheres da Articulação de Esquerda está marcada para os dias 13, 14 e 15 de agosto.

Finalmente, frisamos a importância de que cada militante da AE responda ao questionário do Censo da Militância da AE. Este Censo é um instrumento que visa traçar o perfil da nossa militância e permitir nossa melhor organização nas lutas políticas que travamos.

Segue o link: https://forms.gle/mGitE5xQ3Udrb42Z9

(*) Daniela Matos é dirigente nacional da Articulação de Esquerda.

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