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Editorial

Não é hora de “perdoar”, é hora de derrotar os golpistas


Esta edição de foi impressa de 6 para 7 Página 13 de novembro de 2017, portanto exatos 100 anos depois da
tomada do poder pelos Sovietes de Toda a Rússia. Aos trabalhadores e às trabalhadoras que tomaram parte deste episódio transcendental, nossa mais profunda homenagem e agradecimento. Seus atos fazem parte – desde então e enquanto a espécie humana estiver por aí – daquela lista de grandes eventos que formam a história da humanidade.
Isto dito, façamos a nossa parte. E devemos começar pelo país em que militamos, onde a esquerda está chamada a derrotar o golpismo, a eleger Lula presidente, a convocar uma Assembleia Constituinte, a revogar as medidas reacionárias.
Ou isto, ou muito provavelmente estaremos condenados a um longo período de defensiva.
Sobre o papel das caravanas e da luta social neste processo, recomendamos a leitura dos textos de Marco Aurélio Rocha e de Rodrigo César.
O paradoxal da situação – quando estamos mais fracos, somos chamados a ser mais audaciosos – faz com que muitos setores da esquerda proponham “colocar a pasta de volta no tubo”. Esta intenção aparece nos discursos que falam em
deixar de lado o “Fora Temer”, sem entender que esta palavra–d e-ordem cumpre papel análogo à sua congênere “abaixo a ditadura militar”. Aparece, também, nas propostas de fazer alianças com os golpistas. Recomendamos sobre isto a leitura do texto “A esperança não é azul marinho”, assim como do texto de Sandro Regueira, acerca da reaproximação entre o grupo majoritário do PT de Alagoas e a oligarquia Calheiros.
Enquanto alguns defendem que o PT volte a fazer alianças com os golpistas, outros resistem a isto. É o que se pode
constatar lendo o conjunto de textos acerca da situação do estado de Sergipe.
Ainda sobre o PT, esta edição de
Página 13 traz uma cobertura praticamente completa dos encontros setoriais nacionais (outros textos estão na edição anterior do jornal, que por sinal foi distribuída durante os encontros setoriais).
Aproveitamos para fazer um convite a todos e todas que militam no PT: assistam (presencialmente ou virtualmente,
através do www.pagina13.org.br) ao 4º Congresso Nacional da tendência petista Articulação de Esquerda.
Da programação, que está na quarta capa desta edição de 
Página 13, recomendamos: a comemoração da Revolução
Russa, na sexta-feira 24 de novembro; e os debates sobre o texto base, na sexta-feira de tarde e no sábado de manhã.
Finalmente, mas não por último: em 2018 comemoraremos os 200 anos de nascimento de Karl Marx e também os
100 anos da Revolução Alemã de 1918. Revolução cuja derrota levou não apenas ao isolamento da Rússia Soviética,
mas também explica em parte o surgimento do “nacional-socialismo”. Por óbvio, assuntos cujo estudo é muito útil para os dias em que vivemos.
Um último comentário, sobre os que defendem “perdoar os golpistas”. Compreendemos quem acha que falar isso
atrai setores que estiveram do lado de lá e quebra resistências contra quem teme um governo revanchista. Mas vamos falar sério: antes de pensar na hipótese de “perdoar”, é preciso 
derrotar os golpistas. Temerosa desta possibilidade, a direita golpista tenta apresentar-se como “centrista”, dizendo que pretende ser alternativa aos
“dois demônios”: o radicalismo de esquerda e o de extrema-direita. Falar em perdoar os golpistas, assim como propor alianças com os golpistas apenas favorece esta operação
de dissimulação. Não devemos minimizar a ameaça da extrema-direita; mas não devemos, em nome desta ameaça, perder de vista onde está nosso inimigo principal, cuja ação não apenas estimulou como continua estimulando a extrema-direita.

Os editores

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