A seguir, Página 13 publica resolução da direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda sobre o PED 201

Ao debate, petistas!

A militância petista escolherá, no próximo domingo 9 de abril, as novas direções e presidências municipais, bem como os delegados e delegadas aos congressos estaduais do Partido.

O PT tem mais de 1,5 milhão de filiados e filiadas. Já realizamos eleições diretas nos anos de 2001, 2005, 2007, 2009 e 2013. Em todas estas ocasiões, comparecer e votar foi um ato em defesa do Partido. Em 2005 isto foi fundamental. E hoje também será fundamental.

Mas não basta votar. É preciso fiscalizar o voto. Em muitas cidades há uma única chapa disputando a eleição. Noutras cidades, vai ocorrer eleição sem que haja uma única chapa disputando. Sem falar em sinais de interferência ilegítima de governantes  inclusive de outros partidos — sobre o processo eleitoral interno ao PT.

Por isso, é fundamental comparecer e votar, fiscalizar e recorrer contra qualquer irregularidade que distorça a manifestação livre dos filiados e filiadas ao Partido dos Trabalhadores.

Ao lado de votar e fiscalizar, é essencial debater. Fazer o balanço de nossa trajetória, erros e acertos. Formular um programa, uma estratégia e táticas adequadas à nova situação da luta de classes. Reconquistar o apoio da classe trabalhadora e derrotar o golpismo. Retificar profundamente o funcionamento e a prática do Partido dos Trabalhadores.

Há setores do Partido que são avessos ao debate. Exaltam a necessidade de “unidade”, não percebendo que o debate que explicita as diferenças é o melhor caminho para construir confluências e uma unidade efetiva.

Se dependesse destes setores, haveria chapa única em todos os municípios, em todos os estados e também no congresso nacional. Se dependesse deles, também haveria candidaturas únicas à presidência do Partido, em todos os níveis.

Dia 9 de abril, depois que as urnas fecharem, haverá a tradicional batalha de versões acerca de quem teria vencido. Batalha que provavelmente incluirá – a julgar pelo que já está ocorrendo em alguns estados – o julgamento de recursos contra eventuais irregularidades. Certamente haverá, também, novas pressões pela “unidade”.

À essas pressões – presentes e futuras – respondemos desde já: o PT precisa de debate. O Congresso do Partido só faz sentido se houver debate.

Desde agora, passando por 9 de abril, pelos congressos estaduais e pelo congresso nacional, a tendência petista Articulação de Esquerda – signatária da tese “A esperança é vermelha: Brasil Urgente, Lula presidente” – vem alertando que o crescimento da mobilização contra os golpistas e a vitalidade da candidatura Lula presidente do Brasil reforçam a necessidade do PT debater, formular e aplicar uma nova estratégia, um novo programa e um novo padrão de funcionamento partidário.

O debate entre as candidaturas à presidência nacional do Partido é importante neste mesmo sentido. Não se trata de um conflito entre pessoas. Basta ver o que cada um diz – ou deixa de dizer – sobre a defesa do socialismo, a estratégia da conciliação e o programa de reformas estruturais.

Neste sentido, recebemos com muita satisfação a decisão do companheiro Lindbergh Farias – reafirmada em carta pública distribuída no dia 7 de abril – de manter sua candidatura.

A candidatura Lindbergh Farias – e o debate que trava com a candidatura de Gleisi Hoffman, lançada pelo grupo atualmente majoritário na direção nacional do Partido – já é parte essencial do Congresso do PT.

Brasil Urgente, Lula presidente! Vamos mudar o PT!  A esperança é vermelha!

 

8 de abril de 2017

A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda

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