Nicolás Maduro cumprimenta crianças. (Foto: Reuters)

 

 

Por Anisio Pires*

 

A Venezuela realizará neste dia 20 de maio sua eleição de número 24 em seus 19 anos de Revolução Bolivariana. Isso significa o quê? Que temos nos somado às conquistas democráticas feitas por outras revoluções ao longo da história, mas que coube a nós ir além. Acabamos nos tornando a revolução mais democrática que já tenha existido. Não há no mundo um processo revolucionário que tenha conseguido reunir esta combinação virtuosa de conquistas políticas e sociais. À participação protagônica de nosso povo temos acrescido um conjunto de soluções democráticas reais que os capitalistas jamais foram capazes de atender, enquanto se dedicam a chamar de “ditaduras” aos governos que põem em xeque toda sua hipocrisia de violência, exploração e exclusão.

Só para mencionar algumas provas da democracia verdadeira que querem destruir, lembremos que a Venezuela se encontra entre os primeiros cinco países com o maior número de matrícula universitária do mundo e o segundo na América Latina. Somos o único país do mundo no qual 100% de sua população em idade para se aposentar (homens aos 60 e mulheres aos 55 anos), recebe automaticamente um pagamento equivalente ao salário mínimo nacional, ao qual se somam dois 13º salários adicionais pelo Natal, mais outros benefícios e bônus entregues pelo governo. Temos conseguido construir mais de 2 milhões de moradias em uma população de 30 milhões e, em matéria trabalhista, temos desde 2012 a legislação mais avançada do planeta, reconhecida por analistas e sindicalistas de todos os continentes.

É por isso que a Venezuela aparece todos os dias nas manchetes da imprensa internacional que está a serviço do imperialismo e de seu sistema capitalista fabricante de miséria e exclusão. É o “mau exemplo” que precisam destruir. Não podem permitir que se crie um novo paradigma vivo e verdadeiro para os povos do mundo. Não suportam que a Venezuela seja capaz de demonstrar que Outro Mundo É Possível. Por isso a eleição deste 20 de maio não será apenas um assunto das venezuelanas e dos venezuelanos. Será um voto pelo presente e pelo futuro da humanidade.

Na Venezuela, todas as causas dignas e válidas de serem defendidas no mundo contam com o apoio firme e decidido do Presidente Nicolás Maduro, líder da Revolução Bolivariana por mandato de Chávez. Uma prova recente disso acaba de acontecer agora mesmo no mês de maio. O Presidente Maduro se colocou à frente das reivindicações apresentadas no Encontro Mundial pelos Direitos dos Povos Afrodescendentes que teve lugar em Caracas. Apesar dos ataques incessantes que vem recebendo, ele se comprometeu como Presidente atual do Movimento de Países Não Alinhados a levar adiante um Plano Mundial para que se faça uma reparação aos povos vítimas do colonialismo e da escravidão.

Tal e como acontecia com Chávez, aos imperialistas não preocupa o que diz o Presidente Maduro, mas sim o que ele faz. Todos os povos e movimentos sociais que lutam por democracia, igualdade, justiça e soberania, reconhecem Maduro como um dos seus. As ilhas e povos do Caribe sabem que contam com ele. As Mães da Praça de Maio na Argentina também. Lula, os Trabalhadores Sem Terra e todo o povo humilde e decente do Brasil têm na Venezuela um irmão. A Cuba revolucionária conta com a Revolução Bolivariana. O povo sírio, assediado pelos terroristas e pelo imperialismo, sabe que sempre será defendido pela Venezuela. Como também defende o povo palestino frente à ocupação israelense que, mais uma vez, acaba de cometer vários assassinatos, inclusive de crianças. Há hoje cinco milhões de colombianos morando na Venezuela, com todas as garantias, certos de que os venezuelanos conhecem melhor que ninguém o sofrimento e a violência paramilitar que tem padecido esse povo irmão. Cruzando o Atlântico, na Espanha, os desempregados e os sem-teto em consequência dos despejos almejam uma política habitacional como a que existe na Venezuela. O povo mexicano que vem sendo humilhado pelo muro que quer construir o racista e supremacista Trump sabe como isso indigna a cada um dos venezuelanos. Um pouco além, o povo russo que salvou ao mundo da escravidão e do extermínio, derrotando as tropas nazistas, sabe que conta com o Presidente Maduro frente a esta nova russofobia que tem inventado a mídia norte-americana e europeia. O povo de Panamá e os moradores massacrados do bairro El Chorrillo pela invasão das tropas dos EUA sabem que estamos com eles. Por isso, receberam calorosamente ao Presidente Maduro quando os visitou em 2015.

Enfim, o mundo inteiro é testemunha de que a Venezuela e sua Revolução Bolivariana, com Maduro à frente, honra todos os dias aquela famosa frase do Che Guevara que dizia: “Sejam capazes sempre de sentir, no mais profundo, qualquer injustiça realizada contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais linda do revolucionário”. Essa qualidade, essa infinita capacidade de amar como dizia Chávez, sem dúvida faz parte do Presidente Nicolás Maduro. Por isso, no próximo domingo 20 de maio, meu voto será para Maduro. Vamos todas e todos acompanhá-lo desde cada canto da terra. Nesse dia a humanidade inteira estará com a Venezuela e a Venezuela, com seu espírito bolivariano, votará por toda a humanidade.

Vamos, pois que Juntos Somos Pátria Grande!

Juntos Tudo É Possível!

Todas e Todos Com Maduro!

 

* Anisio Pires é venezuelano, cientista social pela UFRGS

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